Norte-americana Sram vai construir nova fábrica em Coimbra e criar 527 empregos
Em 1968, no auge da zona industrial da Pedrulha, em Coimbra, Armando Simões abria a Transmeca, que começou por se dedicar à produção de correntes de transmissão, inicialmente destinadas a motociclos, mas expandindo-se rapidamente para bicicletas e componentes automóveis.
A fábrica passou para as mãos da Sachs em 1987, que também detinha várias fábricas na Alemanha e em França, tendo o grupo francês sido adquirido pela norte-americana Sram em 1997.
No primeiro ano da pandemia de covid-19, a Sramport, nome da unidade portuguesa, tinha 184 trabalhadores e uma faturação de 28,9 milhões de euros, números que aumentaram no ano seguinte para 260 pessoas e 39 milhões de euros.
O contínuo crescimento da unidade portuguesa, que fabrica correntes, pedais, aros e cubos para bicicletas, levou a casa-mãe a decidir avançar com a construção de uma nova fábrica na Pedrulha.
Na tarde desta sexta-feira, 29 de maio, a Sramport e a AICEP, em representação do Estado português, assinaram um contrato de investimento para a criação de uma nova unidade industrial em Coimbra, dedicada à produção de um conjunto alargado de componentes para bicicletas.
“Este projeto representa um investimento global de cerca de 57,5 milhões de euros e prevê a criação de 527 novos postos de trabalho, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento económico da região e para a consolidação da cadeia de valor das duas rodas, na qual Portugal já é o principal produtor de bicicletas na Europa”, realça a AICEP, em comunicado.
O apoio público é de “aproximadamente 16,9 milhões de euros”.
Sediado em Chicago, o grupo Sram, acrónimo formado pelas iniciais dos nomes dos seus quatro fundadores, tem também fábricas em Indianápolis, nos Estados Unidos, e em Taiwan, tendo decidido deslocalizar parte da produção que tinham na unidade asiática para Coimbra.
Portugal é o maior montador de bicicletas da Europa. Exporta 2,3 milhões de unidade, tendo fechado 2025 com uma faturação de 777,1 milhões de euros gerada nos mercados externos, estabelecendo um novo máximo histórico e superando o anterior recorde, alcançado em 2022 (772,2 milhões).
in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 29-05-2026





