Fábrica da Continental em Lousado produz pneus há 80 anos

Fábrica da Continental em Lousado assinala 80 anos de produção de pneus e 36 anos na Continental

A Continental celebrou marcos importantes na sua fábrica de pneus em Lousado, Portugal, assinalando o seu longo percurso na produção local e a sua consolidação como parte integrante do Grupo Continental. Antigos e atuais colaboradores, as suas famílias e representantes da comunidade local reuniram-se para reconhecer o papel da fábrica como um dos maiores empregadores da região. Como parte do envolvimento comunitário, a Continental assinou um Memorando de Entendimento com o Município de Vila Nova de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica de Lousado (FORAVE), com o objetivo de apoiar a formação técnica das futuras gerações.

Inovação e Crescimento Estrutural

A unidade de Lousado iniciou operações com a produção de vários tipos de pneus. Desde a sua integração na Continental, a fábrica especializou-se em pneus para veículos de passageiros e comerciais ligeiros (PLT) e expandiu o seu portefólio para incluir pneus fora de estrada (OTR). Ao longo do seu percurso, Lousado tem evoluído através de um investimento contínuo em inovação, sustentabilidade e excelência operacional, reforçando o papel da unidade como um dos principais polos de produção europeus do Grupo Continental.

Atualmente, a fábrica afirma-se como um símbolo de resiliência, progresso e forte envolvimento com a comunidade no contexto da rede global da Continental, posicionando-se como um motor de emprego na região de Vila Nova de Famalicão.

Laços com a Comunidade Local e Educação

O Memorando de Entendimento estabelecido entre a Continental, o Município de Vila Nova de Famalicão e a FORAVE visa fortalecer a preparação de jovens talentos para a indústria moderna. A instituição de ensino oferece formação em áreas como:

  • Automação e robótica;
  • Manutenção industrial;
  • Eletrónica e mecatrónica.

Através deste acordo, os parceiros comprometem-se a melhorar as infraestruturas existentes da escola, contribuindo para garantir um fluxo contínuo de especialistas técnicos qualificados. A iniciativa reforça o compromisso com a educação, o desenvolvimento de competências e a competitividade industrial a longo prazo da região.

Para além da cooperação com a FORAVE, a fábrica de Lousado mantém parcerias de responsabilidade social com organizações locais, apoiando entidades como a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente (APPACDM) na Trofa, a Ave Cooperativa de Intervenção Psico-Social (ACIP) e o Centro Social e Paroquial de Ribeirão (CSPR).

Presença Global do Setor de Pneus

A Continental é um fabricante líder de pneus e especialista na indústria. As soluções do setor tornam a mobilidade mais segura, inteligente e sustentável, abrangendo um portfólio premium para automóveis, camiões, autocarros, veículos de duas rodas e aplicações especiais, bem como soluções inteligentes e serviços para frotas e retalhistas. A divisão de pneus opera à escala global com uma vasta rede de unidades de produção e centros de desenvolvimento em todo o mundo.

 

in Continental / AICEP, 12-06-2026

 

 

CLEPA and EVP Mînzatu address workforce transition and future-proofing Europe’s auto industry

The future of Europe’s automotive workforce took centre stage at CLEPA’s General Assembly

The future of Europe’s automotive workforce took centre stage at CLEPA’s General Assembly as industry leaders met with European Commission Executive Vice-President Roxana Mînzatu. Amid tough economic headwinds, participants discussed how to keep European manufacturing competitive and protect local jobs during the industry’s rapid transformation. CLEPA also confirmed updates to the Board of Directors and welcomed new member companies.

“Over the past year, the challenges facing Europe’s automotive supply industry, from unfair competition to weak market demand, have become even more evident. Yet my confidence in our sector’s innovative strength, technological expertise, and resilience remains unchanged,” said Matthias Zink, CLEPA President and CEO Powertrain & Chassis at Schaeffler. “Policymakers are increasingly recognising the devastating impacts of these pressures on EU jobs and economic prosperity. The coming months will be decisive, and CLEPA will continue to work constructively to ensure that Europe’s transition is both ambitious and economically sustainable.”

The event brought together 100+ participants from national associations and corporate members across the automotive supply industry, as well as senior figures from EU institutions. Together, they used the platform to tackle discussions on decarbonisation challenges, and the future of automotive innovation in Europe.

European Commission Executive Vice-President Roxana Mînzatu met with CLEPA leadership to address a stark reality: the European automotive supply industry has lost an average of 142 jobs per day since the beginning of 2024. In her keynote address, she stressed that Europe’s industrial competitiveness is ultimately built by its people. The sector’s future success, she noted, relies on equipping workers with the right skills and opportunities to navigate this rapid transformation and secure Europe’s economic future. This high-level dialogue builds on CLEPA’s escalating outreach across EU institutions. Earlier on the same day, industry representatives held a targeted breakfast meeting with Members of the European Parliament from the S&D and the EPP groups.

Setting the strategic agenda for the association, CLEPA Secretary General, Benjamin Krieger, now in his fourth year leading the Secretariat, outlined the critical political shifts needed to secure the sector’s future:

“Europe’s green transition will only succeed if we keep our industries competitive and our people employed. We cannot treat climate goals and job security as an either-or choice. The Industrial Accelerator Act should reinforce European value creation and resilient supply chains, while the CO₂ framework must remain technology-neutral and responsive to market realities. Together, these policies can create the conditions for investment, accelerate decarbonisation, and ensure that the future of mobility is developed and manufactured in Europe. It’s time to move past endless policy debates and take immediate action to protect our workforce while we build cleaner transport.”

The General Assembly also confirmed new and re-elected members of the CLEPA Board of Directors, and recognised 5 new members, as listed below.

New full members:

  • AUMOVIO
  • BeSafe
  • ContiTech
  • Molex
  • Thule

 

in CLEPA, 12-06-2026

 

Gestamp vai investir 16,6 milhões para expandir fábrica de Vila Nova de Cerveira

Investimento de 16,6 milhões para expandir a unidade de Vila Nova de Cerveira vai ter apoio de 4,2 milhões de euros do Estado português.

A Gestamp vai investir 16,6 milhões de euros para expandir a unidade de Vila Nova de Cerveira e fabricar novos componentes para veículos elétricos e híbridos. Por ser considerado um investimento de interesse estratégico, vai receber um apoio do Estado português de 4,2 milhões de euros

A Gestamp quer aumentar a capacidade da sua unidade industrial localizada em Vila Nova de Cerveira através “da construção e equipamento de uma nova nave, tendo em vista o fabrico de novos componentes de alta e ultra alta resistência mecânica para veículos elétricos e híbridos”, avançou ao ECO fonte oficial da AICEP.

Em causa está um investimento total que “ronda os 16,6 milhões de euros, prevendo-se, em cruzeiro, a criação líquida de 11 postos de trabalho qualificados”, acrescentou a mesma fonte. A empresa conta com cerca de 500 trabalhadores e produz mais de mil referências de peças estampadas, soldadas ou montadas para várias marcas automóveis.

O projeto foi considerado de “interesse estratégico para a economia nacional ou de determinada região” e, por isso, enquadra-se no Regime Contratual de Investimento (RCI). A minuta do contrato foi aprovada a 6 de fevereiro, na sequência da candidatura apresentada pela empresa ao Sistema de Incentivos à Competitividade Empresarial estabelecido no Regulamento Específico da Área Temática Inovação e Transição Digital (REITD).

“Na sequência da análise levada a cabo pela AICEP, nos termos do RCI, concluiu-se que a referida operação reúne as condições necessárias à concessão de incentivos financeiros, o que motivou a aprovação da respetiva proposta negocial, integrando, nomeadamente, o incentivo máximo a conceder, taxa e forma de apoio, bem como as condições para a respetiva concessão”, lê-se no despacho assinado pelo secretário de Estado da Economia, João Rui da Silva Gomes Ferreira, e publicado em Diário da República a 8 de junho.

O incentivo acordado foi de 4,2 milhões, sendo atribuído pela AICEP, no âmbito do Regime Contratual de Investimento e financiado por fundos nacionais, explicou ao ECO fonte oficial da AICEP.

A minuta do contrato de investimento foi negociada entre a AICEP e as sociedades Gestamp Cerveira, na qualidade de sociedade promotora, Gestamp Vigo, na qualidade de acionista, e Gestamp Automoción, na qualidade de casa-mãe, explicou a mesma fonte da instituição liderada por Madalena Oliveira e Silva.

A Gestamp já tinha assinado um contrato de investimento com a AICEP para aumentar a capacidade produtiva, mas da fábrica em Oliveira de Azeméis. Contudo, em agosto de 2020, pediu a prorrogação por um ano da data de conclusão do investimento para 11 de junho de 2021, o que foi aceite, sem penalizações “por configurar motivo de força maior decorrente do impacto da Covid-19 na atividade da empresa”. Mas, em dezembro de 2021, a Gestamp Aveiro apresentou à AICEP um pedido de renegociação do contrato de investimento, com base no mesmo argumento, e que foi novamente aceite em março de 2025.

Para adotar a tecnologia de estampagem a quente, inovadora em Portugal, a Gestamp Aveiro recebeu 2,91 milhões de euros do Compete 2020, para um investimento total de 20,64 milhões de euros, enquanto a Gestamp Cerveira recebeu 2,26 milhões de euros para a capacitação tecnológica da unidade industrial, através da implementação de uma prensa inovadora, num investimento total de 9,21 milhões. Além destes apoios comunitários, os contratos de investimento assinados com a AICEP podem ter contrapartidas fiscais, mas essas não são públicas. A Gestamp também já recebeu verbas do PRR — foram 2,59 milhões de euros de apoio para dois projetos levados a cabo pela unidade de Aveiro, de acordo com o portal Mais Transparência.

 

in ECO, por Mónica Silvares, 12-06-2026

 

Industrial Accelerator Act: uma oportunidade decisiva para reforçar a indústria europeia

A realidade industrial exige liderança e visão: sem medidas fortes hoje, a Europa arrisca perder irreversivelmente capacidade produtiva, inovação e autonomia estratégica nos setores que vão moldar a próxima década

A Europa está num momento de viragem. A apresentação do Industrial Accelerator Act (IAA) pela Comissão Europeia marca um ponto de inflexão há muito necessário: o reconhecimento explícito de que a competitividade industrial é um pilar estratégico para a autonomia económica do velho continente, mas somos cientes que ainda há um caminho por percorrer.

O objetivo de elevar a indústria transformadora de 14,3% para um mínimo de 20% do PIB até 2035 não é apenas ambicioso, é indispensável para garantir emprego qualificado, inovação e resiliência num contexto global cada vez mais competitivo.

Ao longo das últimas décadas, a Europa manteve uma posição de abertura comercial exemplar. Porém, a realidade industrial mudou profundamente. A ausência de instrumentos eficazes para proteger e estimular a produção local tem contribuído para uma erosão gradual da base produtiva europeia.

Estudos recentes indicam que, sem ação política concreta, a Europa poderá perder 23% da sua criação de valor na indústria de fornecedores automóveis, colocando em risco até 350 mil postos de trabalho nos próximos cinco anos. Na área da automação, o impacto poderá ser ainda maior.

Com o Industrial Accelerator Act (IAA) a Europa deu um passo importante, mas é necessário fazer mais. Para competir com a China, temos de reconhecer que a batalha também se ganha ou se perde ao nível dos fornecedores. Precisamos de um quadro político que não apenas incentive as vendas de veículos elétricos, mas que obrigue a que o ‘cérebro’ de alto valor do automóvel seja desenvolvido e fabricado aqui.

Sem isso, corremos o risco de perder criação de valor e empregos na Europa. Além disso, importa lembrar que podermos usar os combustíveis sintéticos (e-fuels) para descarbonizar também a frota de automóveis existente.

Conteúdo local: uma medida necessária para restabelecer o equilíbrio global

O IAA introduz, pela primeira vez, requisitos de conteúdo local para setores estratégicos, entre os quais a indústria automóvel, as tecnologias net-zero, as indústrias intensivas em energia e as cadeias críticas de valor. Esta opção pode ser vista como uma mudança de paradigma, mas é, acima de tudo, um movimento de equilíbrio. Vários concorrentes globais já aplicam políticas robustas de proteção da produção local, permanecer inerte seria deixar a indústria europeia em desvantagem permanente.

No setor automóvel, a definição de um veículo “Made in EU” assenta em critérios robustos: montagem na União Europeia, 70% de componentes de origem europeia (excluindo baterias), e incorporação de componentes-chave de baterias produzidos na Europa.

Estes critérios, que ganham ainda mais rigor a partir de 2030, reconhecem algo crucial: 75% do valor de um veículo é gerado pelos fornecedores. É por isso tão importante que o enquadramento regulatório proteja não apenas os fabricantes finais, mas toda a cadeia industrial e continue a incentivar a inovação “Invented in Europe”.

A proposta da Comissão acerta ao identificar componentes especialmente vulneráveis à deslocalização, como a eletrónica, o e-powertrain e vários elementos do ecossistema das baterias. E não devem ser esquecidos os sistemas de auxílio à condução (ADAS) pela importância que têm em tornar as nossas estradas mais seguras e sustentáveis.

Estes segmentos são essenciais para os veículos do futuro. As metas específicas de conteúdo europeu para estas áreas devem representar não apenas proteção, mas um incentivo direto ao investimento tecnológico no continente.

O momento de agir é agora

O debate legislativo que agora se inicia no Parlamento Europeu será intenso e complexo. A realidade industrial exige liderança e visão: sem medidas fortes hoje, a Europa arrisca perder irreversivelmente capacidade produtiva, inovação e autonomia estratégica nos setores que vão moldar a próxima década e a perder terreno na indústria automóvel global.

O futuro industrial não começa amanhã, já começou ontem. Enquanto concorrentes como a China investem massivamente em veículos elétricos, baterias e softwares automotivos, as políticas fragmentadas e excesso de burocracia ameaçam a competitividade europeia. É neste cenário que o IAA surge como a última oportunidade de recuperar o fôlego industrial e garantir liderança tecnológica.

O problema é claro: sem mecanismos estratégicos, a Europa vai continuar numa posição reativa em relação às tendências globais, enquanto outros países definem o ritmo. A China, por exemplo, não só produz em grande escala, como domina setores críticos e atrai investimentos que poderiam estar aqui. Se não existir uma ação decisiva e efetiva, empregos, know-how e competitividade económica acabam transferidos para outras geografias fora do continente europeu.

A mensagem é inequívoca: a Europa tem os recursos, o talento e a tradição industrial para liderar, mas tem de agir rápido. O futuro da indústria automóvel não espera e a Europa também não se pode dar ao luxo de esperar. O Industrial Accelerator Act é, por isso, uma oportunidade histórica que não devemos desperdiçar.

Made in Europe, Invented in Europe … with European Talents.

 

in Expresso, artigo de opinião de Javier Gonzalez Pareja | Presidente da Bosch para Espanha e Portugal, 08-06-2026

 

CLEPA POSITION PAPER | Making EU CO₂ standards fit for a competitive decarbonisation transition

Decarbonising road transport is our shared goal, but the route to get there must be feasible for businesses. CLEPA, the European Association of Automotive Suppliers, has released a new position paper, marking the supply industry’s defining contribution to the ongoing debate over the revision of the EU’s CO₂ emission standards for cars and vans. While firmly backing the EU’s climate neutrality targets, the paper warns that the current regulatory roadmap is colliding with market reality. A slower-than-expected electric vehicle uptake, insufficient charging infrastructure, and mounting economic pressures have triggered an acute industrial crisis. With the sector losing an average of 142 jobs per day since 2024 and 76% of suppliers operating on profit margins below 5%, the current framework risks hollowing out Europe’s industrial base. The revision represents a critical opportunity to correct course and actively support innovation, ensuring the transition is both realistic and achievable. To bridge the gap between regulatory ambition and market reality, CLEPA’s position paper puts forward a series of actionable recommendations:

  • Recognise the decarbonisation role of electric plug-in hybrid vehicles (PHEVs) and electric range extender vehicles (EREVs)
  • Capitalise on the immediate emissions-saving potential of renewable fuels
  • Optimise the super-credits mechanism to boost EU manufacturing and electrification
  • Maximise low-carbon steel credits through early application
  • Introduce a Low-Temperature BEV range to Vehicle Label to build consumer trust

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Download the full paper to find out more

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in CLEPA, 08-06-2026

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Continental Mabor vai investir dois milhões na Forave em Famalicão

A quarta maior exportadora portuguesa, que emprega mais de 2.800 pessoas na fábrica de Lousado, vai assinar parceria estratégica com vista à criação, desenvolvimento e implementação das novas infraestruturas da Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave.

A Continental Mabor atingiu recentemente um marco histórico ao atingir a produção do seu pneu número 450 milhões, após 35 anos de operação na fábrica de Lousado, em Famalicão.

Com mais de 2.800 trabalhadores, a Continental Mabor promove a formação profissional contínua, daí a sua participação ativa na vida da Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave (Forave), situada em Lousado, cujas novas instalações vão contar com o apoio da empresa.

A Continental Mabor, a Câmara de Famalicão e Forave assinam na próxima terça-feira, 9 de junho, um memorando de entendimento que estabelece uma parceria estratégica com vista à criação, desenvolvimento e implementação das novas infraestruturas educativas e tecnológicas desta escola profissional.

“Através desta parceria, a Continental Mabor manifesta a sua intenção de apoiar o desenvolvimento da Forave através de um investimento global de dois milhões de euros, a concretizar ao longo de um período de dez anos, contribuindo para o reforço da capacidade formativa da escola e para a modernização das suas infraestruturas”, avança a Câmara de Famalicão, em comunicado.

A autarquia famalicense “compromete-se a assegurar as condições necessárias à sua concretização, designadamente através da disponibilização dos meios adequados à implantação das novas infraestruturas da Forave e ao desenvolvimento do respetivo projeto arquitetónico, contribuindo para a criação de um polo de excelência em educação tecnológica, inovação e qualificação profissional”, realça o município.

A cerimónia de assinatura do memorando irá decorrer nas instalações da empresa e contará com as presenças de Pedro Carreira, CEO da Continental Mabor, Ulrike Hintze, responsável pela área dos recursos humanos da Continental AG, Mário Passos, presidente da autarquia, e da diretora da Forave, Manuela Guimarães.

Já investiu mais de 1.000 milhões em Lousado

Foi em 1990 que, em parceria com o já falecido empresário Américo Amorim, a Continental tomou 60% da então Mabor, a primeira unidade produtora de pneus em Portugal, situada em Lousado, Famalicão, de onde a primeira unidade saiu a 6 de abril de 1946.

O grupo alemão decidiu manter a histórica marca Mabor na denominação da sua fábrica lusa, que passou integralmente para a sua posse em 1993.

Trata-se de uma unidade que já foi ampliada em cerca de sete vezes em relação à sua área inicial, com a multinacional a investir mais de 1.000 milhões de euros, ao longo destes anos, em Portugal, onde detém um conglomerado com várias empresas e emprega cerca de quatro mil pessoas, dos quais 70% na Continental Mabor, onde se produz anualmente mais de 18 milhões de pneus.

A nível global, o grupo Continental emprega mais de 57 mil pessoas em todo o mundo e conta com 19 unidades de produção e 16 centros de desenvolvimento.

 

in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 08-06-2026

 

Simoldes abre nova fábrica no Brasil e prevê mais do que duplicar empregos até 2026

O Grupo Simoldes, com sede em Oliveira de Azeméis, anunciou a abertura de uma nova unidade de injeção de termoplásticos em Porto Real, no estado brasileiro do Rio de Janeiro. A fábrica arranca com 80 trabalhadores e a empresa prevê aumentar esse número para 180 até 2026.

A expansão reforça a presença da Simoldes no mercado sul-americano com uma nova unidade que ocupa uma área coberta de 6.000 metros quadrados e está equipada com 11 máquinas de injeção, com capacidade até 1.600 toneladas, totalmente automatizadas com robots e placas magnéticas.

Segundo a empresa, a fábrica integra ainda linhas de montagem dedicadas à produção de componentes automóveis, equipamentos de última geração e capacidade para processar até 760 quilogramas de material plástico por hora.

A operação inicia atividade com 80 colaboradores, mas a Simoldes estima atingir os 180 postos de trabalho até ao próximo ano. A unidade surge integrada numa estratégia de reforço da capacidade produtiva nas Américas e de proximidade aos principais clientes do setor automóvel.

Com origem em Oliveira de Azeméis, o Grupo Simoldes está presente em vários países e emprega cerca de seis mil trabalhadores a nível global. A divisão de plásticos do grupo fornece componentes para alguns dos principais fabricantes automóveis mundiais e mantém unidades industriais na Europa, África e América do Sul.

Porto Real reforça polo automóvel brasileiro

A nova fábrica localiza-se em Porto Real, município do sul do estado do Rio de Janeiro conhecido pela forte presença da indústria automóvel. A instalação da Simoldes junta-se a outras empresas do setor já implantadas na região, reforçando a aposta do grupo oliveirense no mercado brasileiro.

 

in Correio de Azeméis, 05-06-2026

 

Borgstena Textile Portugal — 6 June 2006 → 6 June 2026 | 20 Years of Resilience, Courage, and Reinvention

On the 6th of June 2006, a devastating fire struck the facilities of Borgstena Textile Portugal in Nelas, Portugal. In only a few hours, flames consumed much of the plant and threatened what many believed was impossible to recover: decades of dedication, knowledge, relationships, and human effort.

For many companies, that day would have marked the end.

For Borgstena, it became the beginning of a new era.

What followed was not simply a reconstruction of buildings and machinery. It was a remarkable demonstration of resilience, leadership, and teamwork. Faced with one of the greatest challenges in its history, the Borgstena team refused to stop. Instead of surrendering to adversity, the company rapidly implemented an international subcontracting network across Europe, ensuring that production continued, customers were supported and commitments were honored.

In an extraordinary collective effort, employees, partners, suppliers, and management united around one objective: keep Borgstena alive and moving forward.

And they succeeded.

While the factory was being rebuilt, production continued through a coordinated European manufacturing strategy that allowed the company not only to survive, but to grow during 2006. At a moment when uncertainty could have paralyzed operations, the Borgstena team transformed crisis into innovation and proved that true strength is not measured when everything goes well, but when everything seems lost.

Twenty years later, that story remains an inspiration.

Today, Borgstena stands as an international automotive textile reference, connected across multiple countries and continents, continuing to innovate in textile solutions, mobility, and sustainability.

But beyond the technology, the facilities or the global footprint, the true legacy of 6 June 2006 is the people.

The people who stayed.
The people who rebuilt.
The people who believed.

The anniversary tomorrow is not only about remembering a fire.

It is about celebrating courage under pressure.
Vision during uncertainty.
Unity in adversity.
And the extraordinary capacity of a team to reinvent itself and emerge stronger than ever.
A Special Thank You

To all employees who faced uncertainty with determination.
To the firefighters and emergency teams who fought tirelessly that day.
To the families who supported every difficult moment.
To the suppliers and partners across Europe who stood side by side with Borgstena.
To the customers who trusted the team during the rebuilding journey.
To the shareholders who always believed.
And to every single person who contributed, directly or indirectly, to rebuilding not only a factory, but a future:

Thank you.

Your commitment, resilience and belief transformed one of the darkest moments in the company’s history into one of its greatest examples of strength and unity.

Because from the ashes of 2006 rose not only a rebuilt factory, but a stronger Borgstena.

A company defined not by the fire that tried to stop it, but by the people who refused to let it end.

20 Years of Resilience. Innovation. Team Spirit.

 

Jorge Machado | Chief Executive Officer

 

Borgstena, 05-06-2026

 

 

Borgstena Textile Portugal — 6 de Junho de 2006 → 6 de Junho de 2026 | 20 Anos de Resiliência, Coragem e Reinvenção

No dia 6 de junho de 2006, um incêndio devastador atingiu as instalações da Borgstena Textile Portugal, em Nelas. Em apenas algumas horas, as chamas consumiram grande parte da unidade industrial e ameaçaram destruir aquilo que muitos consideravam impossível recuperar: décadas de dedicação, conhecimento, relações humanas e esforço coletivo.

Para muitas empresas, aquele teria sido o fim.

Para a Borgstena, foi o início de uma nova era.

O que se seguiu não foi apenas a reconstrução de edifícios e equipamentos. Foi uma extraordinária demonstração de resiliência, liderança e espírito de equipa. Perante um dos maiores desafios da sua história, a equipa Borgstena recusou-se a parar. Em vez de ceder à adversidade, a empresa implementou rapidamente uma rede internacional de subcontratação por toda a Europa, garantindo a continuidade da produção, o apoio aos clientes e o cumprimento dos compromissos assumidos.

Num esforço coletivo notável, colaboradores, parceiros, fornecedores e direção uniram-se em torno de um único objetivo: manter a Borgstena viva e em movimento.

E conseguiram.

Enquanto a fábrica era reconstruída, a produção continuou através de uma estratégia coordenada de fabrico europeu que permitiu à empresa não apenas sobreviver, mas crescer durante o ano de 2006. Num momento em que a incerteza poderia ter paralisado toda a operação, a equipa Borgstena transformou a crise em inovação e demonstrou que a verdadeira força não se mede quando tudo corre bem, mas sim quando tudo parece perdido.

Vinte anos depois, esta história continua a ser uma inspiração.

Hoje, a Borgstena afirma-se como uma referência internacional no setor têxtil automóvel, ligada a múltiplos países e continentes, continuando a inovar em soluções têxteis, mobilidade e sustentabilidade.

Mas para além da tecnologia, das instalações ou da presença global, o verdadeiro legado de 6 de junho de 2006 são as pessoas.

As pessoas que ficaram.

As pessoas que reconstruíram.

As pessoas que acreditaram.

O aniversário amanhã não é apenas sobre recordar um incêndio.

É sobre celebrar a coragem perante a adversidade.

A visão em tempos de incerteza.

A união nos momentos difíceis.

E a extraordinária capacidade de uma equipa se reinventar e regressar ainda mais forte.

Um Agradecimento Especial

A todos os colaboradores que enfrentaram a incerteza com determinação.

Aos bombeiros e equipas de emergência que combateram incansavelmente naquele dia.

Às famílias que apoiaram cada momento difícil.

Aos fornecedores e parceiros em toda a Europa que permaneceram lado a lado com a Borgstena.

Aos clientes que confiaram na equipa durante todo o processo de reconstrução.

Aos sócios que sempres acreditaram em nós.

E a todas as pessoas que contribuíram, direta ou indiretamente, para reconstruir não apenas uma fábrica, mas um futuro:

O meu mais sincero obrigado.

O vosso compromisso, resiliência e confiança transformaram um dos momentos mais difíceis da história da empresa num dos maiores exemplos de força e união.

Porque das cinzas de 2006 nasceu não apenas uma fábrica reconstruída, mas uma Borgstena mais forte.

Uma empresa definida não pelo incêndio que tentou pará-la, mas pelas pessoas que recusaram deixar que terminasse.

20 Anos de Resiliência. Inovação. Espírito de Equipa.

 

Jorge Machado | Chief Executive Officer

 

Borgstena, 05-06-2026

 

Nissan and Chery International UK to study manufacturing Chery International UK passenger vehicles at Sunderland Plant

Nissan and Chery International UK have signed a non-binding Memorandum of Understanding (MoU) for the study of contract manufacturing for Nissan to manufacture Chery International UK passenger vehicles at its Sunderland Plant.

Under the terms of the non-binding MoU the Sunderland facility would remain fully owned by Nissan, with the team at the plant employed by Nissan. The MoU also includes the possibility that Nissan would aim to begin manufacturing Chery International UK passenger vehicles on the plant’s production Line One in financial year 2027.

In May Nissan announced that it would consolidate its manufacturing operations onto production Line Two to investigate opportunities to secure better plant utilisation.

Massimiliano Messina, Chairperson Nissan AMIEO, said: “This is an important step forward for our operations.

“We are looking forward to working with Chery International UK in the coming months to finalise a position that is optimal for both companies.”

The MoU is non-binding, and discussions are ongoing between the two companies, with no further details to be made public at this stage.

 

in Nissan, 03-06-2026

 

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