O CINFU – Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição, sediado no Porto e fundado em 1981 pela APF – Associação Portuguesa de Fundição, está a reforçar de forma estruturada a sua relação com a indústria automóvel. O momento mais visível dessa aproximação ocorreu recentemente com o alargamento do seu conselho diretor à AFIA, uma entrada que representa um importante contributo para a valorização do setor dos fabricantes de componentes para a indústria automóvel, permitindo desenvolver soluções mais ajustadas às necessidades concretas das empresas do setor.
A proximidade com esta indústria não é, contudo, recente: através da fundição e maquinação de peças técnicas, o CINFU acompanha etapas do processo produtivo — da seleção de matérias-primas à fusão, moldação, vazamento e maquinação de precisão — que resultam em componentes de elevada exigência para setores como o automóvel, entre outros.
No plano formativo, o Centro disponibiliza módulos de curta duração dirigidos especificamente à indústria automóvel, cobrindo gestão de projetos, logística, manutenção industrial, melhoria contínua, qualidade e transformação digital. A esta oferta soma-se a formação de nível mais avançado através do Curso de Especialização Tecnológica (CET) com diploma em Técnico/a Especialista em Melhoria de Processos p/ Indústria Automóvel.
Ao nível dos serviços tecnológicos, o CINFU disponibiliza às empresas, com condições especiais para Associados, um conjunto de serviços técnicos e laboratoriais em Ambiente, Ensaios e Tecnologia, incluindo tomografia computorizada, avaliação do grau de limpeza de componentes automóveis e microscopia eletrónica de varrimento, apoiados por laboratórios avançados, considerados infraestruturas únicas no país.
Apesar deste reforço institucional, o CINFU reconhece que o contexto atual coloca novos desafios ao Centro. A aceleração da transformação digital, a incorporação de tecnologias associadas à Indústria 4.0, a necessidade de competências ligadas à sustentabilidade e à transição energética e a crescente escassez de mão de obra qualificada exigem uma permanente capacidade de inovação e adaptação.
Nesse contexto, o maior desafio identificado pelo próprio CINFU é a captação de pessoas com as competências adequadas para sustentar esta transformação – quer como técnicos especializados internos, quer como formadores externos – um problema que espelha a dificuldade mais ampla sentida pela indústria automóvel portuguesa e europeia na atração de talento para a manufatura inteligente, o fabrico aditivo e a digitalização de processos produtivos.
in CINFU, 14-09-2026







