O grupo Simoldes ficou às escuras a partir das 15h, quando as telecomunicações se apagaram. Sem rede, o grupo não conseguiu fazer as etiquetas para que as encomendas chegassem ao destino.
in Jornal de Negócios, por Inês Pinto Miguel, 30-04-2025
O grupo Simoldes foi um dos que se viu forçado a suspender a produção nacional por falta de energia. O CEO da Simoldes Plásticos, Domingos Pinto, diz ao Negócios que o impacto será elevado, mas que poderia ser bastante superior se o evento se tivesse prolongado no tempo.
“A produção esteve totalmente parada em Portugal entre as 11h30 e a meia-noite, mas a falta de energia não foi o problema”, aponta o responsável. “A falta de comunicações foi o principal problema, e fomos trabalhando com limitações até ficarmos incontactáveis”, explica.
Domingos Pinto adianta que embora tenham fábricas a produzir peças no estrangeiro, foi impossível fazer o envio das mesmas. “As nossas fábricas lá fora não conseguiam enviar os produtos por não estarmos a conseguir fazer as etiquetas digitais”.
Sem o envio dos produtos, essencial ao funcionamento, a Simoldes teria apenas “stock” para “um dia ou dia e meio”, o que seria difícil de gerir caso o problema se tivesse prolongado.






