La directora general de ACEA, Sigrid de Vries, ha alertado de que «el 25% de los ingenieros de los fabricantes de vehículos se dedica a adaptar los coches a los cambios regulatorios» que ejecuta Europa, lo que implica un incremento de los costes, que no tienen que afrontar otras regiones como China y EEUU. in La Tribuna de Automoción, por Pablo M. Ballesteros, 19-02-2026 La directora general de la Asociación Europea de Fabricantes de Automóviles (ACEA), Sigrid de Vries, ha alertado de que «el 25% de los ingenieros de los fabricantes de vehículos se dedica a adaptar los coches a los cambios regulatorios» que ejecuta Europa, lo que implica un incremento de los costes, que no tienen que afrontar otras regiones como China y EEUU. Sobre esa idea ha incidido el director general de la VDA alemana, Marcus Bollig, durante el VI Foro de Anfac, que ha apuntado que entre 2019 y 2024 Bruselas aplicó 13.000 normativas, frente a las 3.500 de EEUU. Por ello, incidió en que hay que reducir la carga burocrática. En una intervención posterior, el director general de la asociación española de fabricantes, José López-Tafall, ha incidido en que necesitamos que «Europa cambie la forma de regular» y que esta sea más realista. En relación a los cambios que se están produciendo en el sector, De Vries, que ha insistido en que la desregularización no debe ser un tabú, ha señalado que la «evolución será más rápida de lo previsto» porque hay «una transformación enorme ocurriendo». Riesgo para el empleo No obstante, ha recordado que hay que tener en cuenta la elección del consumidor, así como impulsar la infraestructura de carga, para que comprar estos vehículos sea más atractivo. De hacerse a una velocidad inadecuada, ha afirmado la representante de ACEA, se podría producir el escenario de ‘game over’, que mencionó el presidente de Anfac, Josep María Recasens, en la apertura de la jornada. Sin embargo, ha apuntado que el Parlamento Europeo tiene entre 12 y 18 meses para evitar ese escenario, aprobando las medidas propuestas por Bruselas. En cualquier caso, el secretario general de los productores de componentes de Clepa, Benjamin Krieger, recordó que, con la transición hacia el VE, de los 1,7 millones de empleados que hay en Europa en este sector se pueden perder 350.000 hasta 2030. Por su parte, la representante de la asociación francesa de fabricantes apostó porque la importancia de la industria, por fin, ha calado en los políticos, por lo que en las presidenciales de 2027 del país galo va a ser un tema importante.
Elevados custos energéticos e excesso de burocracia ameaçam 350 mil empregos entre os fornecedores da indústria automóvel
Fornecedores de componentes alertam para a urgência de soluções políticas imediatas para a indústria, para poderem enfrentar a concorrência desleal de outras regiões do globo com custos mais baixos e menos regulamentação in Expresso, por Vítor Andrade, 13-02-2026 Os representantes dos fornecedores da indústria automóvel aproveitaram a realização da reunião informal de líderes da União Europeia (UE), esta quinta-feira, na Bélgica, para deixarem um recado bem claro: é preciso “travar o êxodo industrial” europeu. Os dirigentes da Associação Europeia de Fornecedores Automóveis (CLEPA, no acrónimo em inglês) recordam que desde 2024 até hoje o sector dos componentes para automóveis já perdeu 104 mil postos de trabalho, o que corresponde a cerca de 142 postos de trabalho destruídos por dia. Mas, segundo aquela organização, o pior ainda pode estar para vir se não se inverter o rumo da indústria. A CLEPA cita, em comunicado, um estudo recente da consultora Roland Berger que conclui que os fornecedores automóveis da UE enfrentam uma concorrência desleal de regiões com custos mais baixos, menos regulamentos, tarifas unilaterais, dumping e subsídios – “uma combinação que ameaça até 350.000 empregos europeus até 2030”. Produtores europeus em “desvantagem estrutural” Benjamin Krieger, secretário-geral da CLEPA, defende que “não existe uma economia europeia forte sem as fábricas que a suportam”. “Neste momento, com os elevados custos energéticos e as regulamentações fragmentadas que prejudicam as empresas, os produtores na Europa estão em desvantagem estrutural. As medidas para restaurar a competitividade da UE levarão tempo a surtir efeito, pelo que precisamos de políticas de conteúdo local agora.” Os patrões do sector defendem, no comunicado da CLEPA, mais incorporação de componentes fabricados na Europa na produção automóvel e avisam que “importar a tecnologia mais barata hoje compromete a nossa capacidade de inovação amanhã”. E deixam ainda claro que “se a Europa permitir que as suas cadeias de valor se deteriorem, acabaremos com fábricas vazias – trocaremos a independência europeia pela dependência permanente de regiões com mão-de-obra mais barata e requisitos legais menos rigorosos”. Eletricidade mais barata e menos burocracia Para inverter esta situação, a indústria propõe uma abordagem dupla. Em primeiro lugar, a CLEPA advoga que a UE deve aumentar a sua competitividade “reduzindo os custos da eletricidade, simplificando a burocracia e integrando ainda mais o Mercado Único”. Isto significa, na prática, seguir à letra o relatório Draghi, “mas de forma mais rápida e decisiva”. No entanto, a organização nota que “estas reformas estruturais levam tempo”. “Até que entrem em vigor, devemos implementar medidas para incentivar e salvaguardar a capacidade produtiva crítica na Europa.” A CLEPA advoga ainda que é necessária uma definição adequada de veículos e componentes ‘fabricados na Europa’. “Um veículo europeu deve ser composto por, pelo menos, 75% de componentes europeus. Este nível é realista e não aumentaria os preços.” Aquela organização conclui que “se a política [que vier a ser definida] se concentrar apenas na montagem final ou exclusivamente em determinados componentes ou produtos, o risco de deslocalização através da concorrência desleal não poderá ser evitado – pondo em risco o investimento em investigação e desenvolvimento, os empregos e a disseminação tecnológica que impulsionam a nossa economia”.