New car registrations: -3.9% in January 2026; battery-electric 19.3% market share in ACEA, 24-02-2026 In January 2026, new EU car registrations fell by 3.9% compared to January last year, marking a second consecutive challenging start to the year for the market. The battery-electric car market share reached 19.3%, highlighting the continued potential for further growth. Hybrid-electric vehicles lead as the most popular power type choice among buyers, with plug-in hybrids consolidating their position in the market, underlining the importance of a technology-neutral pathway to decarbonisation. New EU car registrations by power source Battery-electric cars accounted for 19.3% of the EU market share in January 2026, an increase from the low baseline of 14.9% one year earlier. Hybrid-electric car registrations captured 38.6% of the market, remaining the preferred choice among consumers in the EU. Meanwhile, the combined market share of petrol and diesel cars fell to 30.1%, down from 39.5% in January 2025. Electric cars In January 2026, 154,230 new battery-electric cars were registered, capturing 19.3% of the EU market share. The four largest markets in the EU, which together account for 60% of battery-electric car registrations, delivered mixed results: France (+52.1%) and Germany (+23.8%) recorded strong growth, while Belgium (-11.5%) and the Netherlands (-35.4%) experienced declines. January 2026 figures also showed new EU hybrid-electric car registrations rising to 308,364 units, supported by growth in Italy (+24.9%) and Spain (+9%), while France remained stable. Completing the four major markets, Germany recorded a decline of 1.8% compared with January 2025. Overall, hybrid-electric models accounted for 38.6% of the total EU market. Registrations of plug-in-hybrid electric cars continue to show strong growth, reaching 78,741 units in the first month of 2026. This was driven by rising volumes in key markets such as Italy (+134.2%), Spain (+66.7%), and Germany (+23%). As a result, new plug-in-hybrid electric cars now represent 9.8% of EU registrations, up from 7.4% in January last year. Petrol and diesel cars In January 2026, petrol car registrations dropped by 28.2%, with all major markets experiencing decreases. France experienced the steepest drop, with registrations plummeting by 48.9%, followed by Germany (-29.9%), Italy (-25.5%), and Spain (-22.5%). With 175,989 new cars registered last month, the market share for petrol fell to 22% from 29.5% in the same month last year. The diesel car market continued its downward trend, with registrations declining by 22.3% and accounting for 8.1% of new car registrations last January. In January 2026, new EU car registrations fell by 3.9% compared to January last year, marking a second consecutive challenging start to the year for the market. Downloads . . .
Indústria automóvel na Europa em pára-arranca
Sector alerta Bruxelas para o facto de a concorrência desleal poder custar 350 mil empregos à Europa in Expresso, Vítor Andrade (Coordenador de Economia), 26-02-2026 Há cerca de duas semanas os dirigentes da Associação Europeia de Fornecedores Automóveis (CLEPA, no acrónimo em inglês) recordavam que desde 2024 até hoje o sector dos componentes para automóveis já perdeu 104 mil postos de trabalho, o que corresponde a cerca de 142 postos de trabalho destruídos por dia. Mas, segundo aquela organização, o pior ainda pode estar para vir se não se inverter o rumo da indústria. A CLEPA citava então, em comunicado, um estudo recente da consultora Roland Berger, que conclui que os fornecedores automóveis da União Europeia enfrentam uma concorrência desleal de regiões com custos mais baixos, menos regulamentos, tarifas unilaterais, dumping e subsídios, “uma combinação que ameaça até 350 mil empregos europeus até 2030”. Alguns dias depois, aquela organização enviava uma carta a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, onde se alertava para a necessidade de “escolher entre a soberania e a dependência”, no que respeita à construção automóvel em território europeu. Na missiva a CLEPA reforçava a ideia já veiculada anteriormente e não deixava margem para dúvidas: “Apoiamos a concorrência como motor de eficiência e inovação. Contudo, quando a pressão é impulsionada por subsídios distorcivos, dumping de preços, excesso de capacidade apoiado pelo Estado e tarifas unilaterais, os produtores europeus ficam em desvantagem estrutural e enfrentam concorrência desleal.” A Europa “tem de garantir condições de concorrência justas”, diz José Couto, presidente da AFIA Até esta semana não se conheceu nenhuma reação oficial de Bruxelas aos alertas da indústria. A CLEPA, por seu lado, fazia notar, na sua carta a Von der Leyen, que os sinais “são evidentes” nas balanças comerciais de 2025. “As importações de componentes automóveis da China atingiram os €8,2 mil milhões. Assistimos a uma inversão surpreendente: um confortável excedente comercial de quase €7 mil milhões, há apenas cinco anos, transformou-se num défice de €0,7 mil milhões. Notavelmente, esta mudança diz respeito aos componentes automóveis tradicionais, segmentos nos quais a Europa tem sido historicamente dominante.” Os fabricantes europeus de componentes notam que “importar a tecnologia mais barata hoje compromete a nossa capacidade de inovação amanhã”. E acrescentam que “se permitirmos que as nossas cadeias de valor se deteriorem, perderemos fábricas, mas também a nossa autonomia estratégica. Corremos o risco de trocar a soberania tecnológica europeia por uma dependência permanente de regiões com custos mais baixos e menos regulamentadas”. Em Portugal, a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) associa-se aos alertas da CLEPA, e faz saber, em comunicado, pelo seu presidente, José Couto, que “a transição para a mobilidade de baixas emissões e a digitalização exigem investimento, escala e previsibilidade. Se a Europa quer liderar a transformação, tem de garantir condições de concorrência justas e enquadramentos que mantenham o valor, a inovação e o emprego ancorados no espaço europeu”. E sublinha que apoiar a proposta da CLEPA “é escolher soberania industrial, reforçar a resiliência das cadeias de valor e proteger a capacidade tecnológica da Europa”. Noutra latitude, as grandes construtoras automóveis europeias continuam a debater-se com uma sucessão de problemas financeiros. Na segunda semana deste mês a Stellantis (que gere 15 marcas, entre as quais a Peugeot a Citroën, a Fiat e a Opel) admitiu ter um prejuízo a rondar os €21 mil milhões, no segundo semestre do ano passado, graças às imparidades criadas para reverter parte da aposta nos veículos elétricos. A crise é transversal a todo o sector na Europa, mas os custos de reestruturação anunciados de €22,2 mil milhões naquele gigante automóvel espoletaram uma reação no mercado: num só dia as ações afundaram-se mais de 20% e atingiram o valor mais baixo desde 2021, quando o grupo foi criado. Outro gigante europeu do sector, o grupo Volkswagen, anunciou um plano de redução de custos de 20% até 2028, abrangendo várias marcas do grupo. A consultora XTB considera que a medida surge num momento “particularmente desafiante” para o sector automóvel europeu, “marcado por pressão nas margens e por uma transição acelerada para a mobilidade elétrica”.
Volkswagen Autoeuropa teve o segundo melhor ano de sempre
Apesar da crise que vai varrendo o sector automóvel, na Autoeuropa, em Palmela, respira-se algum alívio, pois vem aí a produção de um novo modelo elétrico, enquanto se começa a produzir o VW T-Roc híbrido in Expresso, Vítor Andrade (Coordenador de Economia), Nuno Botelho (Fotojornalista), 26-02-2026 Em 2025 foram produzidos 240.400 carros na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, o segundo melhor ano de sempre da marca alemã em Portugal. Em entrevista ao Expresso, Thomas Hegel Gunther, diretor-geral da Volkswagen Autoeuropa, sublinha que aquele número é apenas ultrapassado pelo resultado de 2019, quando a unidade de Palmela atingiu as 254.600 unidades, mas com uma particularidade: nessa altura estavam em produção dois modelos, sendo que em 2025 da Autoeuropa só já saía o Volkswagen T-Roc. O diretor da fábrica, que agora está de saída para assumir uma função de topo na marca Volkswagen, na sede do gigante automóvel alemão, em Wolfsburg, nota que os números da produção do modelo T-Roc, em Palmela (que agora entra na sua versão híbrida) até podiam aumentar. O gestor explica que aquele número não depende apenas das encomendas. “Se dependesse apenas do cliente poderíamos aumentar, mas também temos algumas tarefas que têm de ser feitas, por exemplo, trabalhos de integração de novos sistemas e máquinas para produzir o novo carro elétrico [o VW ID.Every1] e por isso precisamos de certas paragens”. Apesar de reconhecer que teve um bom ano de produção, Thomas Hegel Gunther não avança com resultados financeiros relativos a 2025. Reserva-os para a divulgação das contas consolidadas de todo o grupo Volkswagen, o que deverá acontecer a 10 de março. Afirma apenas que os resultados foram “muito bons”. “Também aqui estamos muito perto do melhor ano da história da Autoeuropa”, realça. Quando perguntamos ao diretor da Autoeuropa se esta unidade vai ficar imune a despedimentos, ou mesmo a encerramentos, dado o contexto de corte de custos em curso em todo o grupo Volkswagen, Thomas Hegel Gunther garante que não tem nenhuma indicação da “casa-mãe” que vá nesse sentido. Cauteloso, e medindo cada palavra ao milímetro, diz apenas: “Logicamente que temos, como em todas as fábricas do grupo Volkswagen, de dar o nosso contributo para melhorar os processos, reduzir custos e ajudar que a empresa como um todo seja mais resiliente e mais competitiva.” E acrescenta que a Autoeuropa já está a construir o renovado VW T-Roc, que considera “um produto excelente”, e que a fábrica já está a receber novas encomendas dos mercados europeus, nos quais já estão, aliás, a ser entregues as primeiras unidades do novo modelo made in Palmela. Cadeia logística afetada Por causa das tempestades que afetaram Portugal nas últimas semanas, mas também Marrocos e Tunísia, onde estão alguns fornecedores da Autoeuropa, a cadeia logística de abastecimento de componentes para o VW T-Roc foi afetada. “Os nossos fornecedores portugueses realmente fizeram um trabalho excelente, em parte também com o nosso departamento de compras e da logística, para restabelecer o sistema de abastecimento o mais rápido possível”, observa. E sublinha que não só não dispensou nenhum fornecedor português como não está a pensar em dispensar. O gestor confirma que as interrupções vindas sobretudo de Marrocos obrigaram a colocar alguns carros praticamente prontos em fila de espera, no exterior da fábrica, que regressarão à linha de montagem assim que houver as peças em falta. No entanto, o responsável garante que “isso não irá afetar o objetivo final previsto para este ano, em termos de produção”. Daqui a dez anos 90% dos carros vendidos serão elétricos. Mas haverá quem prefira carros a combustão Gunther deixa algumas críticas ao excesso de regulamentação da Comissão Europeia sobre o sector automóvel, mas diz que, apesar de tudo, o grupo está a conseguir colocar “bons produtos” no mercado. “A regulação acaba por influenciar também o mercado. Mesmo assim, acho que estamos a conseguir competir com carros asiáticos, e chineses em particular, mas também com os americanos. Acho que isso é um sinal de que as empresas europeias estão a reagir”, refere. Questionado sobre se a Autoeuropa está a conseguir passar incólume pela turbulência que está a atingir o sector automóvel, responde que “tudo tem influência”. Política tarifária tem impacto Gunther refere a política tarifária norte-americana: “Logicamente que tem impacto, porque os nossos clientes que iriam comprar um carro dependem do mercado americano, assim como os nossos fornecedores.” “A melhoria de processos e a produtividade é a forma como conseguimos combater certas influências negativas”, prossegue. Apesar de tudo, o gestor considera que “a Europa não está muito exposta nem ao mercado americano nem ao mercado asiático”, excetuando o facto de muitos componentes e materiais virem da China. “Mas isso não afeta só a Europa”, aponta. A propósito da indústria de componentes para automóveis (que em Portugal já vale cerca de €14 mil milhões), Thomas Hegel Gunther estima que se possa vir a assistir a alguns movimentos de “consolidação entre empresas”. Mas admite que se possa ter de passar por alguns encerramentos de fábricas, pois terá de haver “ajustamentos”. “Neste sector isso parece-me inevitável.” O mesmo responsável sublinha que os reguladores deveriam ter em conta, antes de colocarem mais regulamentos no mercado, que o sector emprega perto de 14 milhões de pessoas na Europa: “Temos que ter atenção em relação a isso.” Tendo em conta a importância económica e social do sector automóvel e a regulamentação que lhe é imposta, o diretor cessante da Autoeuropa defende subsidiação à produção e à aquisição de carros elétricos. Diz que é imperativo também “proteger a produção”. E nota que “a produção tem os seus custos, nomeadamente os custos energéticos, que podem ser duas ou três vezes superiores aos dos concorrentes dos países asiáticos”. E sobre a decisão recente da Comissão Europeia de recuar na proibição da venda de carros com motores a combustão após 2035? “Não diria que é um recuo, porque, na prática, estamos a falar de uma flexibilização. No fundo, é dar mais tempo à indústria”, para se adaptar às tendências do mercado, nota Thomas Hegel Gunther. “Vão existir sempre
“O nosso foco é o carro elétrico”, diz o diretor-geral da Autoeuropa
Thomas Hegel Gunther, está de saída da gestão da fábrica de Palmela, mas garante que a vai deixar “em boas mãos”. A Autoeuropa já está a preparar a linha de produção para o futuro VW ID.Every1, totalmente elétrico in Expresso, Vítor Andrade (Coordenador de Economia), Nuno Botelho (Fotojornalista), 26-02-2026 A Autoeuropa já não produz carros com motores a diesel. Thomas Hegel Gunther, que vai deixar a liderança da fábrica, sendo substituído a partir de 1 de março pela espanhola Anabel Lomero, diz que o foco está no carro elétrico, mas, por agora, produz-se o T-Roc, que vai ter uma versão híbrida. Faz um balanço “globalmente positivo” da sua passagem por Palmela. Vamos assistir ao regresso aos carros com motores a diesel? Regresso eu acho que não. Mas acredito que, no futuro, haverá sempre certos nichos e necessidades, mas acho que a maior parte dos carros será elétrica. Na Autoeuropa já não produzimos carros com motores a diesel, mas o grupo ainda produz, em alguns modelos. O escândalo do ‘dieselgate’, em 2015, demonizou o motor a diesel? Infelizmente, teve uma grande influência. Mas eu não acredito que exista ódio, tanto é que todas as motorizações existem. Mas considera que os políticos, que estabelecem os regulamentos para o sector, criaram uma certa aversão ao diesel? As políticas regulatórias existem por várias razões, não apenas por causa do ‘dieselgate’, mas também pelo mindset [mentalidade] do tempo que vivemos. Vários grupos automóveis falam da alternativa do hidrogénio. A Volkswagen já a equacionou? Não posso falar por todo o grupo, mas, logicamente, o grupo Volkswagen olha para todas as tecnologias. Mas o nosso foco principal é o carro elétrico. Claro que também apostamos nas versões híbridas, como o T-Roc, na Autoeuropa. Mas temos motores a combustão interna, nomeadamente para fora da Europa. O mercado sul-americano, por exemplo, é totalmente diferente do europeu e do norte-americano. Que balanço faz destes quatro anos na Autoeuropa? O balanço é muito positivo e diria que recebi a Autoeuropa de boas mãos e que a vou entregar, novamente, em boas mãos. Agora vou para a Alemanha, mas vou manter contacto com a unidade de Palmela. Como foi a relação com a Comissão de Trabalhadores ao longo destes anos? Em termos gerais, pacífica, e também construtiva. Na verdade, todos queremos o melhor para a fábrica. Todos querem que a fábrica evolua e que se desenvolva bem, mas, claro, houve situações em que não tivemos sempre a mesma opinião, mas acabámos sempre por chegar a acordo. Houve algum momento particularmente crítico na relação com os trabalhadores? [Curta pausa] Diria que não. Sempre conseguimos gerir muito bem essa relação.
Gi Group Holding é o Melhor Fornecedor de Recursos Humanos de 2026 em Portugal
A Gi Group Holding voltou a ser reconhecida como Melhor Fornecedor de Recursos Humanos em Portugal, ao ser distinguida na edição de 2026 da iniciativa Melhores Fornecedores RH. in Gi Group Holding, 25-02-2026 Pelo segundo ano consecutivo, a empresa destaca-se nas categorias de Recrutamento, Seleção, Avaliação de Competências e Outplacement e Trabalho Temporário, reforçando a consistência do seu desempenho num mercado cada vez mais exigente. Na categoria de Recrutamento, Seleção, Avaliação de Competências e Outplacement, a Gi Group Holding alcançou um Índice Melhor Fornecedor RH de 84,7 pontos (numa escala de 0 a 100), com 62% das avaliações classificadas como “Muito Positivas” e 62% das respostas acima dos 80 pontos. O Net Promoter Score (NPS) foi de 64, refletindo um elevado nível de recomendação por parte dos clientes, com 71% de promotores. Já na categoria de Trabalho Temporário, a empresa registou um Índice Melhor Fornecedor RH de 83,3 pontos, com 62% das avaliações em “Muito Positivo” e igualmente 62% das respostas acima dos 80 pontos. O NPS situou-se nos 67 pontos, com 76% de promotores, evidenciando um forte grau de lealdade e satisfação. A iniciativa Melhores Fornecedores RH avalia anualmente os principais operadores do setor em Portugal, com base na opinião direta dos seus clientes, medindo a qualidade dos serviços prestados através de um modelo de análise rigoroso. O estudo considera dimensões como Imagem, Qualidade dos Serviços Prestados, Colaboradores, Preço Apercebido, Satisfação e Lealdade, permitindo identificar os fornecedores que se destacam pela excelência e consistência do seu desempenho. “Voltar a receber esta distinção é motivo de enorme orgulho para toda a equipa da Gi Group Holding. Este reconhecimento confirma a confiança sustentada dos nossos clientes e reflete o trabalho contínuo que temos desenvolvido para oferecer soluções cada vez mais ágeis, inovadoras e ajustadas às necessidades reais das empresas e dos profissionais. Num contexto de elevada competitividade e transformação do mercado de trabalho, manter níveis de desempenho consistentes é um sinal claro da solidez da nossa estratégia”, afirma Thomas Marra, Country General Manager da Gi Group Holding em Portugal. A metodologia do estudo baseia-se em questionários online dirigidos a clientes que usufruíram dos serviços da empresa nos últimos 36 meses, utilizando uma escala de avaliação de 1 a 10, posteriormente convertida numa escala de 0 a 100. A recolha de dados decorreu entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, tendo sido analisadas respostas relativas às duas categorias em que a Gi Group Holding foi distinguida. Com esta nova distinção, a Gi Group Holding reforça o seu posicionamento como um dos principais players do setor de Recursos Humanos em Portugal, mantendo o foco na proximidade com os clientes, na qualidade das suas equipas e na inovação contínua das soluções que disponibiliza ao mercado.
Automóvel: Indústria abranda e empregos tremem
O setor está a sofrer uma queda de produção a nível europeu e Portugal não fica alheio. A pressão para o aumento do uso da tecnologia, a par da quebra no mercado, poderá ditar redução de estruturas. in Nascer do Sol, por Sónia Peres Pinto, 24-02-2026 A queda da produção automóvel está a obrigar as empresas a fazerem ajustes, o que está a ter reflexos não só no fabrico como também no número de trabalhadores, e o anúncio de que a Volkswagen (VW) prevê reduzir os custos em 20% em todas as suas marcas até ao final de 2028 não parece apanhar de surpresa os responsáveis do setor. Ao Nascer do SOL, o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Hélder Pedro, reconhece que o setor «está numa fase de transição, obrigando os construtores a adaptarem a sua estratégia para o lançamento de novos modelos», e nota que, como se trata de uma indústria com ciclos longos, «é preciso estabilidade para as marcas definirem os seus planos e os seus projetos». Mais crítico é o presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), José Couto, ao referir que a Europa é o principal cliente das empresas nacionais. A queda na produção ao nível europeu, que foi além das expectativas, naturalmente terá impacto no mercado português, explica. «Contávamos cair, mas não estávamos a contar que o efeito fosse tão drástico. Isso significou que as empresas de componentes tiveram que se adaptar, em que a atividade de fábrica diminuiu e o número de trabalhadores também andando à volta dos 63 mil», diz ao nosso jornal. A culpa, segundo o responsável deve-se, em parte, à ameaça dos carros chineses. «Os carros chineses são bem mais baratos do que os europeus e isso tem um efeito em termos do mix de produção europeu», alerta. E aponta o dedo aos responsáveis europeus por permitirem o aumento das exportações da China para a Europa quando os países europeus têm de cumprir um quadro regulatório que condiciona a sua própria produção e, consequentemente, os preços. «Temos de respeitar um conjunto de regras que consideramos vitais que a Europa acolheu, e bem, porque tem de responder às alterações climatéricas. E apesar de as regras terem sido aligeiradas continuam a ser muito rigorosas, o que não nos posiciona de forma competitiva com a China». Defende ainda que estamos perante «uma concorrência desleal, uma vez que, na maior parte dos casos estamos a falar de subsidiação dos automóveis por parte do Estado Chinês, por outro lado, não cumprem nem regras do ponto de vista ambiental, nem de direito ao trabalho e da proteção dos seus trabalhadores. Isso é determinante para os carros terem um preço final entre 20 a 30% mais baixo». Um cenário que, segundo José Couto, tem levado os fabricantes a diminuírem os seus custos. «Há casos em que toda a operação é posta em causa, e vai desde os custos de energia às matérias-primas, passando pelos postos de trabalho. Se a atividade produtiva caiu, as empresas não podem manter equipas e um quadro de pessoal exatamente igual. Haverá necessariamente ajustes». Aponta como exemplo o que está a verificar na VW. Recorde-se que um porta-voz da empresa alemã disse à Reuters que o objetivo é reduzir a despesa acima dos 10 mil milhões de euros, em parte para fazer frente às alterações tarifárias, referindo-se ao mercado norte-americano, onde o grupo estima perder 1,3 mil milhões, e a questões geopolíticas, a pensar no mercado chinês. E depois de anunciar um corte de 35 mil empregados até 2030, o grupo Volkswagen quer avançar agora com uma redução de 20% nos custos. O encerramento de fábricas volta a estar em cima da mesa. José Couto chama a atenção para o facto de a Europa ter produzido nos últimos anos uma série de regulamentos «que são altamente ‘punitivos’ para a indústria automóvel quando comparados com os seus concorrentes, quer sejam americanos, quer sejam da Ásia, e funcionam como um travão ao desenvolvimento de produtos na Europa». O presidente da AFIA lembra ainda que produtividade na Europa está claramente abaixo dos seus concorrentes e, por isso, será necessário haver uma aposta na introdução da intensidade tecnológica nas empresas, reconhecendo que, em alguns casos, numa primeira fase, determinará, por exemplo, uma diminuição de postos de trabalho. Também a corretora XTB considera que este anúncio por parte do maior construtor europeu surge «num momento particularmente desafiante para o setor automóvel europeu, marcado por pressão nas margens e por uma transição acelerada para a mobilidade elétrica», acrescentando que a eletrificação exige investimento elevado em tecnologia, baterias e adaptação industrial. «Ao mesmo tempo, a desaceleração económica e a concorrência crescente de fabricantes chineses aumentam a pressão competitiva. A isto somam-se custos energéticos e laborais mais elevados na Europa, que continuam a penalizar a competitividade industrial», afirmam os analistas. E admitem que no caso da Autoeuropa, uma das maiores unidades industriais em Portugal, o impacto dependerá sobretudo da alocação futura de modelos e do seu posicionamento competitivo dentro do grupo. «Fábricas com níveis elevados de produtividade e eficiência tendem a estar mais protegidas em processos de racionalização», salientam. Ainda assim, referem, «num cenário de redução global de capacidade, nenhuma unidade está totalmente imune a ajustamentos. A evolução da procura europeia e as decisões estratégicas da administração serão determinantes». Balão de oxigénio Apesar de reconhecer estas dificuldades no setor, Hélder Pedro acredita que o Automotive Package, um conjunto de as medidas anunciado pela Comissão Europeia em dezembro, poderá ajudar a Europa a recuperar a soberania tecnológica que foi perdendo. «Um desses exemplos é o Battery Booster, que dá um incentivo financeiro para o fabrico de baterias. Por outro lado vai apoiar na desburocratização, já que ao contrário do que se verifica em outros continentes, o setor na Europa é muito burocratizado; e vai ainda criar um supercrédito para um pequeno carro elétrico, ou seja, dá um crédito às marcas que o produzam». E acrescenta: «A Europa tem de se redefinir, não podemos fazer uma política de
Bosch Mobility Aftermarket celebra na sua sede em Madrid o Train The Trainer 2026
Encontro de formadores Bosch a nível mundial in Bosch Mobility Aftermarket, 24-02-2026 O centro de formação da Bosch Mobility Aftermarket em Madrid foi o epicentro do encontro global de formadores da Bosch, num evento que reuniu 50 formadores de 31 nacionalidades diferentes, realizado entre 9 e 12 de fevereiro de 2026. Durante quatro dias intensos, os especialistas mundiais da Bosch receberam formação em quatro cursos inovadores e vanguardistas, que começam a ser ministrados nos próximos meses. Esta iniciativa reforça a estratégia da Bosch de continuar a liderar a formação técnica especializada. O programa de formação concentrou-se nas últimas inovações relacionadas com a mobilidade elétrica, abrangendo diferentes temas cruciais para o setor automóvel, em concreto, os seguintes quatro novos cursos: Curso de reparação para veículos Tesla, com o objetivo de aprofundar a tecnologia específica de um dos fabricantes líderes de veículos elétricos. Curso sobre motores elétricos, abordando o coração da propulsão elétrica, com especial enfoque no seu funcionamento, diagnóstico e manutenção. Curso de gestão térmica, considerado essencial para a eficiência e durabilidade dos componentes de veículos elétricos e híbridos. Curso de sistemas de carregamento, no qual foram exploradas as diferentes infraestruturas e tecnologias de carregamento. Participar neste ‘Train the Trainer’ foi uma experiência incrivelmente enriquecedora. Contar com 50 formadores de 31 nacionalidades diferentes não só nos permitiu padronizar a excelência nos nossos novos cursos, como também partilhar experiências e métodos de aprendizagem utilizados em diferentes países”, afirmou Eduardo Rodríguez, responsável pela formação técnica da Bosch Mobility Aftermarket para Espanha e Portugal. “Este tipo de colaboração global é fundamental para garantir que a Bosch ofereça uma formação unificada, avançada e relevante a oficinas e profissionais em todo o mundo”, reforça. Este evento reforça o compromisso da empresa com a inovação e a formação contínua, consolidando o seu posicionamento como referência global em formação técnica especializada. Os conhecimentos adquiridos por estes formadores serão replicados nos respetivos países, garantindo que milhares de técnicos e profissionais em todo o mundo estejam preparados para os desafios e oportunidades que a eletrificação traz ao setor automóvel. A Bosch Mobility Aftermarket continuará a investir na formação e no desenvolvimento de tecnologias de vanguarda para apoiar o setor na adaptação à mobilidade do futuro, assegurando segurança, eficiência e um serviço de excelência.
Facility Management estratégico: eficiência, controlo e valor com a Aktrion
Num contexto industrial cada vez mais exigente, o Facility Management desempenha um papel essencial na garantia da continuidade operacional, segurança e eficiência de custos. Mais do que serviços de suporte, representa uma abordagem estruturada à gestão de infraestruturas, ambientes de trabalho e sistemas técnicos, com impacto direto na produtividade e no desempenho das organizações. in Aktrion, 23-02-2026 A Aktrion posiciona-se como um parceiro estratégico na prestação de serviços de Facility Management, através de um modelo baseado em qualidade, conformidade e controlo operacional. A empresa assegura a gestão integrada de serviços como limpeza, serviços de ventilação, gestão de sistemas e suporte operacional, adaptando o âmbito e a frequência das intervenções às necessidades específicas de cada cliente e local. Um dos principais diferenciadores da Aktrion é a atuação como ponto único de contacto, simplificando a gestão e assegurando total coordenação entre equipas e fornecedores. Este modelo é suportado por processos padronizados, indicadores de desempenho claros e monitorização contínua, garantindo consistência, transparência e melhoria contínua dos serviços. Com presença em vários países europeus e forte experiência em ambientes industriais exigentes, a Aktrion combina gestão centralizada com execução local, assegurando proximidade, flexibilidade e elevado nível de serviço. Esta abordagem permite reduzir riscos operacionais, otimizar custos e melhorar a experiência dos utilizadores e a eficiência das operações. Em Portugal, a Aktrion Portugal assegura serviços de Facility Management em ambientes industriais altamente exigentes, incluindo operações de um importante OEM localizado no centro do país, bem como vários fornecedores Tier 1 e Tier 2 no Parque Industrial da Autoeuropa. Nestes contextos, a Aktrion é responsável pela gestão e execução de serviços técnicos e terciários essenciais ao bom funcionamento das instalações e à estabilidade das operações produtivas. Os serviços prestados incluem limpeza de áreas administrativas, sociais e técnicas, manutenção de edifícios e infraestruturas, suporte técnico a equipamentos e gestão operacional de espaços industriais e corporativos. Através de equipas especializadas e processos estruturados, a Aktrion assegura elevados níveis de qualidade, rápida capacidade de resposta e total alinhamento com os requisitos operacionais e padrão de segurança dos clientes. Ao integrar qualidade, controlo e capacidade de adaptação, a Aktrion contribui para que os seus clientes possam focar-se no seu core business, com a confiança de que as suas infraestruturas e operações estão geridas de forma eficiente, segura e sustentável. Para mais informações contacte-nos: Pedro Silva – Country Manager – t: +351 913 697 930 – e: pedro.silva@aktrion.com Sara Teixeira – Sales Manager – t: +351 913 744 214 – e: sara.teixeira@aktrion.com
Proposta da UE “Made in Europe” sofre novo atraso
A iniciativa da Comissão Europeia de introduzir a chamada preferência europeia nos contratos públicos, liderada por França, está a ser alvo de fortes pressões por parte de capitais da UE que se opõem e de parceiros estrangeiros. A Comissão Europeia vai adiar, mais uma vez, a apresentação do plano do bloco para reindustrializar a economia europeia, disse o gabinete do Comissário para a Estratégia Industrial, Stéphane Séjourné, na segunda-feira, sinalizando que as divergências entre os Estados-membros da União Europeia permanecem. O Ato Acelerador Industrial (AIA), liderado por França, deveria ter sido apresentado em dezembro, mas a resistência de outros países e mesmo da Comissão Europeia tem sido consistente, empurrando a proposta para 4 de março, após três tentativas falhadas. “Na sequência do debate dos últimos dias, a apresentação da IAA está agora agendada para 4 de março. Esperamos que esta semana adicional de discussões internas nos permita tornar a proposta ainda mais sólida”, disse o gabinete de Séjourné aos jornalistas. Para além da resistência na própria UE, Bruxelas enfrenta agora a oposição dos Estados Unidos, com o embaixador do país na UE a afirmar que Washington rejeita quaisquer esforços para incorporar as preferências europeias nas regras dos contratos públicos do bloco. “Apoiamos plenamente o rearmamento europeu e a revitalização da base industrial de defesa europeia. No entanto, a preferência europeia na diretiva da UE relativa aos contratos públicos no setor da defesa prejudicaria a flexibilidade dos Estados-membros para efetuarem aquisições nacionais”, escreveu Andrew Puzder no X, na sexta-feira. Num documento divulgado pela Euronews, o executivo da UE defende a criação de sistemas de rotulagem voluntária para produtos “Made in the EU” com baixo teor de carbono, para ajudar a avaliar o empenho da indústria, com destaque para a indústria siderúrgica. “A proposta de um rótulo sobre a intensidade carbónica do aço é necessária para proporcionar uma abordagem comum da UE no cálculo das emissões de gases com efeito de estufa, facilitando a diferenciação do aço com baixo teor de carbono das alternativas com elevado teor de carbono”, lê-se no documento. Tristan Beucler, analista industrial do grupo de reflexão Perspetivas Estratégicas, instou o executivo comunitário a anunciar a lei o mais rapidamente possível, afirmando que estão reunidas todas as condições para uma AIA eficaz que apoie as indústrias estratégicas da UE. “Existe um forte alinhamento entre os governos nacionais, apoio de todos os partidos no Parlamento Europeu e apelos de todas as cadeias de valor industriais da UE para esta política. Agora, a Comissão Europeia pode certificar-se de que a sua burocracia interna não impede uma política industrial tão necessária”, afirmou Beucler. Limiares “Made in Europe” Espera-se também que a Comissão proponha um objetivo para a percentagem de produtos europeus a serem produzidos internamente ao abrigo da futura lei. A controversa lei enumera setores estratégicos que devem ser objeto de uma preferência europeia, entre os quais os setores químico, automóvel, IA, espacial e da defesa. Propõe igualmente limiares de origem europeia de 70% para os veículos elétricos, 25% para o alumínio e 30% para os plásticos utilizados em janelas e portas. A justificação para a proposta liderada por França é que, ao aumentar a quota-parte de produtos fabricados na UE e com baixo teor de carbono no consumo interno, o IAA irá impulsionar a procura no mercado europeu, reforçar a competitividade industrial e reduzir a dependência de alternativas com alto teor de carbono ou importadas. No entanto, o projeto de proposta foi alvo de fortes reações negativas. Os Estados nórdicos e bálticos alertam para o facto de um regime rigoroso de “Made in Europe” poder dissuadir o investimento, e limitar o acesso das empresas da UE a tecnologias de ponta provenientes de países terceiros. Numa fuga de informação divulgada pela Euronews, a Comissão parece inclinar-se para a posição alemã: uma preferência europeia por parceiros com ideias semelhantes, com compromissos recíprocos em matéria de contratos públicos e que contribuam para “os objetivos de competitividade, resiliência e segurança económica da União”. O Reino Unido também manifestou preocupações quanto ao protecionismo no âmbito da futura proposta, tendo os funcionários britânicos sublinhado que as economias da UE e do Reino Unido estão altamente interligadas. “Não é o momento de mexer no que já está a funcionar”, disse um funcionário à Euronews. Em particular, a UE continua a ser o maior mercado de exportação de automóveis britânicos, enquanto vários fabricantes europeus produzem veículos no Reino Unido, que em 2024 era o segundo maior destino de exportação da UE, a seguir aos EUA. Em declarações à Euronews, um diplomata da UE disse que o atraso na apresentação da proposta não deve ser interpretado como um sinal de problemas. “Uma semana não é relevante, a lógica é provavelmente a mesma. Eles (a Comissão) devem estar a decidir quem são os parceiros que pensam da mesma forma”.
Critical TechWorks emprega 3.050 em Portugal e vai contratar mais 300 engenheiros
O plano de recrutamento da “joint venture” entre o grupo BMW e a Critical Software “aplica-se essencialmente” aos escritórios de Lisboa e Braga, onde já emprega 1.200 e 250 pessoas, respetivamente, enquanto no do Porto conta já com 1.600. in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 23-02-2026 Embora a Critical Software tenha origem em Coimbra, o Porto foi escolhida para sediar a Critical TechWorks devido à capacidade da cidade em atrair talento. Trata-se de uma “joint venture” com o grupo BMW que desenvolve soluções de engenharia de software, exclusivamente para a multinacional alemã, em áreas diversas como condução autónoma, mobilidade, software de bordo, tecnologia para carros conectados, análise de dados, eletrificação, produção e logística. Fundada em 2018, desde então que tem vindo a consolidar Portugal como “hub” tecnológico estratégico do grupo BMW, empregando mais de três mil pessoas no nosso país, distribuídas pelos seus escritórios do Porto (1.600), Lisboa (1.200) e Braga (250). A Critical TechWorks quer continuar a sua trajetória de crescimento, prevendo a contratação de mais 300 trabalhadores este ano. O plano de recrutamento “aplica-se essencialmente aos escritórios de Lisboa e Braga, com especial enfoque em perfis nas áreas de engenharia de software e produto, inteligência artificial, ‘data science’, cibersegurança, mobilidade digital e condução autónoma”, destaca a Critical TechWorks, em comunicado. Neste contexto, a empresa encontra-se também a recrutar para posições estratégicas, com destaque para a função de “AI Mastermind Architect”. A Critical TechWorks realça que este perfil profissional “assume um papel central na estruturação, desenvolvimento e aplicação de IA em produtos e plataformas críticas do ecossistema digital automóvel”. A estratégia de recrutamento encontra-se assente “na confiança da empresa alemã na Critical Techworks e na sua capacidade para o desenvolvimento de produtos de software de excelência, alicerçada no lançamento da nova geração de automóveis da BMW (Neue Klasse) e no apoio cada vez maior na transformação digital do grupo BMW”, enfatiza a empresa. “Continuamos a viver num momento de forte expansão e maturidade tecnológica, assente num trabalho de engenharia de excelência para o grupo BMW. O lançamento da Neue Klasse é um projeto em que estamos profundamente envolvidos, que abre portas para continuarmos a apostar em talento altamente qualificado para fazer face aos desafios da indústria automóvel, continuando a posicionar a CTW como um polo tecnológico de referência com impacto a nível global”, afirma Diana Silva, “head of people” da Critical Techworks.