IA está a levar a pilha de software a um novo nível in Bosch, 11-08-2025 A Bosch e a Cariad desenvolvem todos os componentes da sua pilha de software baseada em IA de forma completamente independente. A IA visa ajudar a desenvolver sistemas de assistência ao condutor que atuem tão naturalmente quanto um condutor humano. As funções de condução foram implementadas em frotas de teste e estão agora a ser sistematicamente treinadas com grandes volumes de dados. A pilha de software estará pronta para utilização em projetos de produção a partir de meados de 2026. As funções de condução automatizada da Bosch e da Cariad devem ser integradas na nova arquitetura para veículos definidos por software do Grupo Volkswagen. A Bosch e a Cariad estão a intensificar a sua cooperação no âmbito da Automated Driving Alliance: os parceiros estão a desenvolver a sua pilha de software para a condução assistida e automatizada de Nível 2 e 3, utilizando todo o potencial da inteligência artificial. Para o efeito, a Bosch e a Cariad estão a expandir as suas abordagens existentes para incluir métodos de IA de última geração. Isto deverá levar a sistemas de assistência ao condutor mais potentes e inteligentes que atuam tão naturalmente como um condutor humano, elevando a experiência de condução a um novo nível e tornando-a ainda mais segura. A pilha de software abrange todas as tarefas cognitivas essenciais de perceção, interpretação, tomada de decisão e ação. A expansão do uso de IA moderna aproxima o Automated Driving Alliance do seu objetivo principal: a Bosch e a Cariad pretendem disponibilizar a condução automatizada a milhões de automobilistas particulares, desde o segmento de mercado de massa até ao segmento premium. O seu objetivo é que as novas funções de condução permitam aos condutores tirar as mãos do volante em diversas situações de condução. As primeiras versões foram implementadas em frotas de teste e estão agora a ser sistematicamente treinadas e desenvolvidas diariamente com base num grande volume de dados. Uma pilha de software para aplicação em projetos de produção estará disponível a partir de meados de 2026. O Grupo Volkswagen planeia integrar as funções de condução automatizada da Bosch e da Cariad na sua nova arquitetura para veículos definidos por software. Abrangendo desde funções de condução individuais até ao ambiente de software completo, a Bosch irá também disponibilizar esta solução escalável a outros fabricantes em todo o mundo, a fim de promover ativamente a condução automatizada em larga escala. A equipa do projeto das duas empresas demonstra assim, de forma impressionante, que a parceria dedicada, a excelência tecnológica e um claro foco nas metas conduzem a soluções europeias inovadoras. Peter Bosch, CEO da Cariad, afirma: “Estamos a demonstrar que a indústria automóvel alemã domina as tecnologias chave da inteligência artificial e da condução automatizada. Com o conhecimento especializado dos nossos programadores e engenheiros, estamos a garantir uma parte integrante da soberania digital da Europa. O nosso objetivo no Alliance é tornar a conveniência e a segurança dos sistemas de condução automatizada acessíveis ao maior número possível de pessoas, para que possam ganhar tempo valioso enquanto estão no seu carro.” Mathias Pillin, CTO da Bosch Mobility, complementa: “No que diz respeito a colocar sistemas de condução automatizada nas estradas de forma fiável e em escala, os dados e a IA são a chave. Só conseguiremos enfrentar este desafio com sucesso se atuarmos como parceiros iguais e abandonarmos mentalidades enraizadas. Juntamente com a Cariad no Automated Driving Alliance, estamos a mostrar como isto pode resultar.” Uso de IA em todos os componentes tecnológicos O Automated Driving Alliance tem utilizado a IA desde o início da parceria – por exemplo, na área da perceção para funções como o reconhecimento de objetos. A IA está agora a ser utilizada ao longo de toda a cadeia tecnológica do software: desde o reconhecimento de objetos e a fusão de vários sensores, como câmaras e radares, até à tomada de decisões e ao controlo automatizado seguro do sistema de propulsão, direção e travões. No futuro, as funções de condução automatizada vão basear-se totalmente numa arquitetura de IA, na qual todos os módulos se tornam ainda mais potentes e inteligentes através da utilização de IA. No cerne destes desenvolvimentos está a utilização de tecnologia de última geração familiar das aplicações de IA generativa. Assim como os modelos de linguagem compreendem relações semânticas complexas, a nova pilha de IA do Automated Driving Alliance tem a capacidade de analisar cenários de tráfego urbano e antecipar o comportamento atual e potencial dos utentes da estrada a partir de diferentes modalidades de sensor. A Bosch e a Cariad estão a realizar estes avanços tecnológicos no âmbito de um ambiente de engenharia moderno e de uma estratégia de hardware abrangente que garantirá uma implementação escalável e preparada para o futuro em todas as classes de veículos. O desenvolvimento completo de todos os elementos tecnológicos com código-fonte e propriedade intelectual própria constitui a base da parceria de desenvolvimento. Isto permite o controlo técnico total do código-fonte com padrões claros para proteção de dados, segurança na condução e transparência, bem como a capacidade de gerar inovações de forma rápida e flexível através da otimização do código-fonte e, em seguida, entregá-las aos clientes. Os programadores concebem a arquitetura de tal forma que as decisões e ações da IA permaneçam seguras, rastreáveis e explicáveis. A pilha de software também estabelece as bases para a possível integração de abordagens de IA multimodais que ligam informação visual e linguística. Denominadas de abordagens de visão-linguagem-ação (VLA), estas conseguem imitar o raciocínio lógico e as ações dos humanos. Tal passo permitiria um treino ainda mais eficiente e uma compreensão ainda mais profunda de situações de tráfego complexas. Por exemplo, os VLAs podem ajudar a detetar riscos ocultos durante a condução e facilitar a resposta adequada. Extensa frota de testes para treino diário de sistemas de condução A pilha de IA tornará a condução automatizada nos níveis 2 e 3 ainda mais robusta. Até ao início da produção, o
Há uma nova ordem no comércio entre EUA e União Europeia. Ainda há setores a sonhar com taxa zero, mas o impacto já chegou
Entra a relevância da estabilidade e a convicção de que 15% é muito, as empresas portuguesas lutam com a incerteza em relação às tarifas dos EUA. Muitos setores anseiam pela isenção. Até lá, pagam. in Observador, por Alexandre Machado, 07-08-2025 “É meia noite!!! Milhões de dólares em tarifas estão agora a chegar aos Estados Unidos da América”. A mensagem, toda escrita em letra maiúscula, é de Donald Trump. O Presidente dos Estados Unidos esperou que o ponteiro do relógio estivesse quase a chegar às zero horas de dia 7 de agosto para escrever esta mensagem na sua rede social, Truth Social. A essa hora em Washington (quase cinco da manhã em Lisboa) entrava em vigor a ordem executiva assinada por Donald Trump que impunha aos produtos provenientes da União Europeia taxas de direitos aduaneiros de até 15% na maior parte dos produtos, continuando mais agravadas no aço e alumínio. O valor decorre do acordo que foi firmado entre Donald Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no final de julho, o qual estabeleceu a possibilidade de haver, posteriormente, algumas exceções nestas tarifas, nomeadamente nos produtos farmacêuticos e nos vinhos e bebidas alcoólicas. Os setores contactados pelo Observador ainda têm pouca visibilidade sobre o que vai acontecer. Uma coisa é certa. Não duvidam que esse aumento do custo final do produto, proveniente dos direitos aduaneiros, lhes vai chegar, apesar do pagamento ser da responsabilidade de quem compra o produto nos Estados Unidos. “O acordo comercial entre a União Europeia e os EUA ainda é recente, sem que se conheça todos os detalhes. Face a esta indefinição, as empresas — sobretudo em setores que ainda não sabem que tarifas se vão aplicar — estarão a aguardar um cenário de maior previsibilidade para adotarem estratégias de mitigação adequadas”, indica, em comentários escritos ao Observador, Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP (Associação Empresarial de Portugal). A descida de preços de quem compra já foi pedida aos fornecedores que ou esmagam margem ou podem perder negócio. Só que, dizem ao Observador, há setores que não têm margens para absorver essa tarifa, mesmo que se tenha fixado em 15%, depois de ter havido ameaças de 30% e 20%. Há setores que esperam a tão ambicionada exceção. Mas as negociações ainda estarão a decorrer. Também há a promessa de haver mais pormenores sobre o acordo numa comunicação conjunta dos Estados Unidos e da União Europeia. Fonte oficial da Comissão Europeia diz ao Observador que não há um prazo para a publicação dessa declaração conjunta e para a divulgação da lista final de exceções. “O trabalho continua”. A União Europeia, e alguns dos Estados-membros, têm posto a tónica no facto de o acordo dar previsibilidade e estabilidade, mas a incerteza continua a ocupar o dia a dia dos gestores europeus. “De certo que houve, nestes últimos tempos, a tentativa de exportar rapidamente para que chegasse aos Estados Unidos antes do dia 7 de Agosto, mas também essas taxas foram aplicadas há tão pouco tempo que não sabemos como é que vai ser”, admite, por outro lado, Mário Jorge, bastonário da Ordem dos Despachantes Oficiais. Vinho à espera da exceção. Mas encomendas foram antecipadas “15% não é um bom acordo. A taxa é relativamente alta” e “já causou algum dano”. Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, não tem dúvidas de que o setor vinícola vai sair prejudicado. Explica que a venda de vinhos nos Estados Unidos passa por três níveis: importador, distribuir e retalhista. Todos, diz, querem a sua margem. O que significa que o produto vai acabar no consumidor com aumento de preços que podem ser o dobro dos 15%. Com um impacto grande especialmente nas gamas mais baixas, vendidas a um preço menor, e que respondem às necessidades de um público mais sensível ao preço. Muitos produtores não têm margens para absorver o acréscimo de custo. Mas sem preço não conseguem concorrer. E a concorrência forte nesse mercado norte-americano vem de países como o Chile, Argentina e Austrália que foram “agraciados” com tarifas inferiores, de 10%. “Há um risco grande”, assume, mostrando já a queda, em valor, de 9,3% nas vendas de vinho para os Estados Unidos até junho, também impactadas por fatores cambiais. Mas a queda foi também sentida no volume. São seis meses de instabilidade. Ainda que a União Europeia se bata por baixar os direitos aduaneiros sobre o vinho europeu que entra nos Estados Unidos — ou mesmo isentá-los –, as negociações continuam pelo que, desde esta quinta-feira, 7 de agosto, ao preço vendido pela empresa europeia será acrescida a taxa de 15%. Apesar disso, Alexandre Relvas Junior, presidente da Casa Relvas, diz que está mais preocupado com os impostos que estão a ser aplicados às bebidas alcoólicas no Reino Unido, Irlanda, Finlândia. O gestor da Casa Relvas — para a qual os Estados Unidos pesam cerca de 7% — admite que possa haver pressão sobre as margens, especialmente nos vinhos de gama mais baixa, mas critica acima de tudo a atenção dada e o nevoeiro em torno do assunto que suscita retração no consumo e, com isso, menos importações. Losménio Goulart, presidente da cooperativa Picowines, garante que houve um boom de vendas para os Estados Unidos nos primeiros três meses do ano e até ao momento já vendeu tanto para esse mercado como em todo o ano de 2024. Houve, diz ao Observador, uma antecipação de comprar em particular no primeiro trimestre. A Picowines ainda tem um volume baixo nas vendas para os Estados Unidos, mas há três anos era inexistente e a “expectativa era aumentarmos” o negócio com o país que está mesmo ao lado dos Açores. Por isso, a cooperativa participou em vários eventos do seu distribuidor norte-americano. “O que vamos ter de fazer é, perante a incerteza, direcionar mercados e públicos-alvo”, diz, mas assume que a produção também não é elevada e tem tido uma sequência de maus anos desde 2019 por diversos fatores, desde o impacto de situações climatéricas até doença das vinhas, e fala
Empresa de metalomecânica instala-se em Lousada e cria 60 postos de trabalho. Investimento é de 11 milhões
Mercados de negócio desta empresa visam, sobretudo, a exportação, que se cifra nos 90%, estando presente no Norte dos EUA e centro da Europa, como França, Benelux e Alemanha in Verdadeiro Olhar, por Márcia Pimparel Vara, 07-08-2025 Já arrancou a construção de uma empresa de metalomecânica em Lousada e que criar 60 postos de trabalho. A unidade pretende investir 11 milhões de euros até 2026. Chama-se Magasteel e dedica-se a produção e transformação de tubos metálicos que podem ser encontrados nos “volantes dos automóveis, nos parques solares, em estufas agrícolas e postes de sinalização ou em mobiliário metálico, como cadeiras e mesas”, avança a autarquia de Lousada. “Além da perfilagem com recurso a soldadura de alta frequência”, o objetivo da empresa visa ainda “reforçar a capacidade de corte a laser, atualmente já em operação, e aumentar a capacidade no corte de precisão e toda a transformação inerente aos pedidos”. A empresa perspetiva converter cerca de 40.000 toneladas de peças por ano. Os mercados de negócio desta unidade visam, sobretudo, a exportação, em 90%. Os mercados de negócio desta empresa visam, sobretudo, a exportação, em 90%, estando presente no Norte dos EUA, assim como no centro da Europa, França, Benelux e Alemanha A autarquia diz-se satisfeita com esta nova unidade em Lousada, “face ao investimento previsto e a possibilidade de crescimento futuro, numa área com salários acima da média”.
Volkswagen reduce un 20% la producción pese al Perte que financia la gigafactoría de Sagunto
La producción prevista en el grupo Volkswagen en España en 2026 ha pasado de 865.000 unidades a 690.000 tras el efecto de cuatro años del Perte de Pedro Sánchez in Economía Digital, por Julián Larraz, 06-08-2025 El grupo Volkswagen fue al principio del proceso de reconversión del sector de la automoción con el Perte la punta de lanza. La llegada a Sagunto de una gigafactoría de baterías supuso el primer paso serio en España para adaptarse a la disrupción del coche eléctrico. Pese a ello, pasados cuatro años desde que se anunció el Perte del vehículo eléctrico y conectado, el Grupo Volkswagen ha empeorado un 20% sus expectativas de producción para los próximos años. La pandemia en 2020 marcó el punto de inflexión en el sector de la automoción. Mientras la escasez de microchips azotaba a todas las fábricas del mundo, los principales países industriales en Europa, excepto España, anunciaban gigafactorías para prepararse para el coche eléctrico. El anuncio del Perte en 2021 llegó cuando el resto de rivales industriales ya habían anunciados acuerdos para montar baterías. En 2022, los fondos Next Generation vehiculados a través del Perte acompañaron la decisión del grupo Volkswagen de levantar la primera gigafactoría de baterías en España. La decisión era tan relevante que permitiría suministrar baterías a 500.000 vehículos fabricados en Martorell y a otros 300.000 ensamblados en la cadena de montaje de Pamplona. La relevancia se entiende mejor si se analizan las previsiones que tenía el Grupo Volkswagen antes de que el Perte impulsado por Pedro Sánchez fuera anunciado. Según las estimaciones de IHS, a las que ha tenido acceso Economía Digital, el grupo Volkswagen pretendía fabricar 657.000 vehículos en 2025, disparar la producción en 2026 hasta las 865.000 unidadades y mantenerse en esos niveles (849.000) en 2027. El salto se experimentaba en 2026 porque es precisamente ese año cuando estaba planificada la producción en masa de la gigafactoria de PowerCo en Sagunto. Pese a los continuos mensajes cruzados entre administración nacional y autonómica y Grupo Volkswagen de que los planes para ejecutar las inversiones van rodados, las previsiones de producción han sufrido notable retroceso. Ya en las previsiones de 2023, según los datos a lo que ha tenido acceso este periódico, la producción en 2025 se estimó en 603.000 vehículos, la de 2026 en 702.000 y la de 2027 en 714.000. Las expectativas actuales (julio 2025) aún han empeorado bajando la estimación de producción hasta situarse en 690.000 unidades, es decir, un 20% por debajo de lo que estaba planficado antes de que el gobierno de España iniciara el Perte. En paralelo, la previsión de producción de este año mejora hasta las 669.000 unidades y la de 2027 se recupera parcialmente hasta las 776.000 unidades. Por factorías, la situación es similar aunque con peor desempeño para la planta de Landaben frente a la de Martorell. El desplome de la producción en 2026 entre la previsión de 2021 y la de 2025 es de 101.000 unidades, lo que supone una caída del 30% (pasa de 338.000 a 237.000). Mientras tanto, Seat Martorell sufre un descenso nominal de 74.000 unidades, lo que supone un recorte del 14%. En 2021 se prevía una producción de 527.000 en 2026 mientras que en las últimas previsiones se ha reducido las expectativas hasta las 453.000 unidades. Por contra, Seat Martorell mejora sus previsiones para 2027, al avanzar las previsiones desde las 456.000 unidades hasta las 467.000 mientras Volkswagen Navarra sufre un duro correctivo, al pasar de 393.000 a 309.000. Esta evolución del grupo Volkswagen se enmarca dentro de un contexto nacional de fracaso del plan de Pedro Sánchez por revitalizar a la industria de la automoción. En el conjunto del país, la industria de la automoción recorta un 13% sus previsiones de producción, desde los 2.459.000 vehículos que en 2021 se preveía que se iban a producir en 2026 a los 2.132.000 a los que ha bajado la última previsión de IHS (fechada en julio de este año) también para el ejercicio 2026. La pérdida de 327.000 vehículos se produce tras cuatro años de Pertes de la automoción por parte del gobierno de Pedro Sánchez. En paralelo a la llegada de la gigafactoría de Volkswagen, el Perte impulsó la reapertura de la fábrica que Nissan tuvo en la zona franca de Barcelona. Del proyecto del HUB llegan productos como el Omoda 3 y el Omoda 5 junto a la recuperación de la marca Ebro con el S400, S700 y S800 además del Jaecoo 5. Sus estimaciones de producción casi igualan las que alcanzará Ford Almussafes, que tras rechazar una ayuda de 106 millones de euros del Perte en agosto de 2022, está inmersa en una enorme incertidumbre sobre su futuro.
Extincêndios vai ter nova unidade industrial
A Extincêndios, empresa portuguesa sediada em Torres Vedras, vai ter uma nova industrial na mesma zona geográfica destinada à fabricação e montagem de componentes automóveis – carroçaria – para o sector das Forças de Segurança Pública. in SecurityMagazine, 06-08-2025 De acordo com a informação divulgada pelo portal “Centro2030”, o projecto pretende estimular a capacidade de inovação produtiva da empresa através da materialização de soluções desenvolvidas no departamento de I&D e na contratação de emprego qualificado para impulsionar o desenvolvimento de novas soluções. Neste sentido, a empresa considerou necessário criar uma unidade fabril dedicada exclusivamente à fabricação de componente e acessórios inovadores para os veículos utilizados pelas Forças de Segurança Públicas. O investimento é superior a 660 mil euros e está concluído em Novembro de 2026. A Extincêndios foi fundada em 1981, dedicando-se nessa altura à manutenção de extintores. Posteriormente, devido a oportunidades e necessidades de mercado a empresa expandiu a sua actividade e entrou na comercialização de EPI. Hoje representa várias marcas no mercado e apostou na produção 100% de vestuário nacional para os bombeiros, polícia, militar e indústria. A empresa tem mais de 63 colaboradores, uma frota de veículos de mais de 40 unidades e oficinas especializadas para manutenção e transformação de viaturas, três armazéns, escritórios e showroom.
Isabel Furtado é a 48.ª Mais Poderosa de 2025
Chegou à liderança da TMG Automotive em 2008. É CEO de um grupo que tem crescido cá dentro, mas com um foco cada vez maior lá fora. Neta do fundador, está a projetar o futuro da empresa nos principais palcos da indústria automóvel a nível mundial. in Jornal de Negócios, por Paulo Moutinho e Diana Ramos, 04-08-2025 Começou por chamar-se Fábrica de Fiação Tecidos do Vale de Manuel Gonçalves, em 1937, quando foi criada por Manuel Gonçalves. Sob a liderança do fundador, viveu uma década dourada nos anos 60. Mudou de nome para Têxtil Manuel Gonçalves (TMG), comprou concorrentes e diversificou áreas de negócio. Entrou na indústria automóvel, sentou-se no banco do condutor de algumas das maiores fabricantes mundiais com a TMG Automotive. Com muita tecnologia, inovação e sustentabilidade, Isabel Furtado acelera o crescimento de uma empresa familiar nascida em Portugal, mas que já chega à China e aos EUA. Filha de Maria Helena Gonçalves, que juntamente com o irmão, António Manuel Gonçalves, controlam o grupo de Famalicão, Isabel Furtado é a segunda dos cinco filhos do casamento de Maria Helena (a mais velha dos três filhos de Manuel Gonçalves, fundador da TMG) com Luiz Folhadela de Oliveira. Entrou para a TMG em 1985, há 40 anos, tendo trabalhado ainda 14 com o seu avô, que na década de 70 deu os primeiros passos na indústria automóvel, atualmente o mercado “core” da empresa. Foi em 1971 que surgiu a oportunidade para a TMG fabricar assentos para automóveis, inicialmente para a Saab. Dois anos mais tarde começou a trabalhar também com a sueca Volvo, atualmente controlada pela Geely. Isabel Furtado chegou à administração em 2005 para passar a CEO três anos mais tarde, completando este ano 17 anos de liderança de uma empresa familiar, mas com uma gestão totalmente focada no desenvolvimento do negócio para as futuras gerações. “A nossa estratégia é a geração seguinte. A empresa não é minha; está nas minhas mãos, e devo entregá-la à próxima geração, de preferência, em melhores condições do que quando a recebi”, afirmou no ano passado num evento organizado pelo Negócios e Santander. E a gestora tem trabalhado no desenvolvimento desta estratégia, liderando uma empresa que fabrica para marcas como Mercedes, BMW, Toyota, Porsche, entre um total de 23 fabricantes de automóveis. A marca da TMG Automotive está impressa em componentes que vão desde os assentos, ao tabliê, aos painéis das portas, à consola central ou o apoio de braços de muitos carros que circulam pelas estradas de todo o mundo. Vantagem competitiva O crescimento da TMG Automotive tem estado assente na tecnologia. Isabel Furtado licenciou-se em Economia pela Universidade de Manchester, sendo que fez a sua especialização em Tecnologia Têxtil, preparando-a na teoria para implementar na prática uma valência que a gestora defende com “unhas e dentes” já que, diz, a tecnologia traz qualidade e competitividade. Essa aposta está refletida nas 86 patentes registadas pela empresa que continua a aposta em inovação através, entre outros, de uma colaboração estreita com as Universidades do Minho, Aveiro e Coimbra. E tem sido essencial para que uma pequena empresa com produção em Vale de São Cosme possa enfrentar os gigantes e crescer. Os números provam isso mesmo. Ao longo dos anos, o negócio da TMG tem demonstrado o sucesso da estratégia definida ao apresentar, anualmente, um volume de negócios sempre acima da fasquia dos 100 milhões de euros. Em 2024, a empresa alcançou receitas de 134 milhões de euros, isto depois do pico de 141 milhões no ano anterior, com praticamente toda a faturação a ser obtida nos mercados externos. A produção da TMG Automotive é toda exportada, sobretudo para a Europa, incluindo para a Turquia, onde está localizada uma grande unidade de produção automóvel da Toyota. Os EUA são o segundo maior mercado, com 11,2%, seguido de África (8,2%) e só depois surge a Ásia (incluindo a China), com 6,3%. A aposta na exportação vem de há décadas, mas nos últimos anos a grande aposta tem sido a da internacionalização da empresa. É uma autoestrada para o crescimento. Depois da China, os EUA “A TMG sempre apostou em tecnologia, pois esta traz qualidade e competitividade. Com isso, surgiu a exportação, desde os anos 1950, e hoje continuamos com a internacionalização”, estratégia essa que tem sido seguida ao ritmo daquelas que sãos as necessidades da indústria automóvel. Chegou à China em 2015 para fornecer a Daimler e BMW, mas em 2020 avançou para a aquisição de uma participação social significativa na HaartzMinth (Ningbo) Automotive, cuja denominação social foi entretanto alterada para HaMinGi. A “joint venture”, explicou à data a empresa, “decorre das perspetivas positivas existentes para o mercado automóvel no continente asiático e por força do crescimento da procura por materiais de interiores para automóveis de elevada qualidade e inovação tecnológica”. E, de facto, desde o início desta década – apesar do forte impacto da pandemia – que a indústria chinesa tem assistido a um “boom”, potenciado pela eletrificação do setor. Isabel Furtado, administradora da HaMinGi, voltou, este ano, a dar a abraçar uma nova oportunidade de internacionalização com a Haartz, mas desta vez nos EUA. “Esta nova fase da nossa história é guiada pelos mesmos valores de inovação e excelência que têm acompanhado gerações da família Gonçalves”, afirmou a CEO na altura do anúncio de um investimento conjunto de 51 milhões de dólares para a instalação de uma fábrica da TMG Haartz Solutions LLC em Bostic, na Carolina do Norte. A aposta nos EUA acontece num momento particularmente complexo ao nível do comércio global. Desde que Donald Trump se sentou na cadeira do poder tem adotado uma estratégia protecionista, ameaçando vários dos seus parceiros comerciais com tarifas, a menos que invistam para passarem a produzir nos EUA. A unidade que está a ser desenvolvida nas antigas instalações da fábrica Milliken Golden Valley procura aproximar a produção dos seus clientes, neste caso da BMW, mas também a protegerá das tarifas. Isto numa fase posterior, porque os equipamentos necessários para a fábrica ficarão mais caros
Bruxelas aguarda esta semana posição final dos EUA sobre tarifas nos carros e isenções a bens industriais
O impacto das tarifas de Trump já se faz sentir nas contas das maiores fabricantes automóveis europeias. Bruxelas aguarda com nervosismo os próximos passos de Washington. in Jornal de Negócios, por João Silva Jesus , 04-08-2025 A Comissão Europeia está à espera que a Casa Branca emita, ainda esta semana, novas ordens executivas para formalizar a redução das tarifas norte-americanas sobre automóveis europeus e conceder isenções a certos bens industriais, como peças para aviação. A expectativa de Bruxelas é que estas medidas detalhem o acordo político alcançado no mês passado entre Donald Trump e Ursula von der Leyen. Segundo fontes próximas das negociações, citadas pela Bloomberg, as ordens executivas que poderão ser anunciadas nos próximos dias incluirão a revisão em baixa da tarifa automóvel aplicada pela administração norte-americana às importações da União Europeia (UE), atualmente nos 27,5%, com 25% atribuídos às chamadas medidas da “Section 232”. O objetivo é que esta taxa seja fixada nos 15%, valor que passou a funcionar como novo tecto tarifário para o bloco europeu, de acordo com um decreto assinado por Trump na semana passada. Apesar desta nova ordem executiva já ter definido a taxa de 15% como base para o tratamento recíproco da UE, o texto publicado não esclareceu quais os produtos que beneficiarão de isenções, nem como se aplicarão as tarifas setoriais prometidas. A Comissão Europeia, citada pela Reuters, aponta que os compromissos anunciados por Trump não foram ainda refletidos juridicamente, nomeadamente a redução da tarifa sobre automóveis e a implementação de regimes “zero-for-zero” para setores como a aviação. Os responsáveis europeus esperam que a nova ronda de diretivas de Washington confirme estas exclusões e detalhem outras potenciais isenções, nomeadamente para bens farmacêuticos genéricos, bebidas espirituosas e semicondutores. As negociações em curso incluem ainda uma tentativa da UE de assegurar cotas de exportação para aço e alumínio a tarifas mais baixas do que os 50% atualmente em vigor. As incertezas em torno da concretização do acordo têm deixado Bruxelas em alerta. Fontes ouvidas pela Bloomberg sublinham que, caso Washington falhe nos compromissos assumidos, alguns estados-membros poderão exigir retaliação. Para esse cenário, a UE já tem preparadas contramedidas que cobrem cerca de 100 mil milhões de euros em bens norte-americanos. O momento em que se discutem estas tarifas coincide com um impacto já mensurável nas contas das grandes fabricantes de automóveis. Só no primeiro semestre deste ano, os efeitos das tarifas impostas por Donald Trump traduziram-se em perdas estimadas de 4.635 milhões de euros para o setor.
Casa Branca mantém pressão tarifária sobre a indústria automóvel da UE
A ordem executiva dos EUA publicada a 31 de julho impõe direitos aduaneiros de 15% sobre os produtos da UE, tal como previsto no acordo alcançado pelos presidentes dos EUA e da UE. No entanto, não reduz os direitos aduaneiros sobre os automóveis, que continuam a ser de 25%. in Euronews, por Peggy Corlin, 01-08-2025 O presidente dos EUA, Donald Trump, não parece disposto a aliviar a pressão sobre os fabricantes de automóveis alemães. A ordem executiva dos EUA sobre os direitos aduaneiros recíprocos, publicada pouco antes de 1 de agosto, não chega a aplicar os direitos aduaneiros de 15% acordados por Trump e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, às importações americanas de veículos da UE. Desde 2 de abril, os automóveis da UE estão sujeitos a direitos aduaneiros americanos de 25% ao abrigo da secção 232 da Lei de Expansão do Comércio dos EUA, que permite ao presidente dos EUA restringir as importações de bens que ameacem a segurança nacional dos EUA. O acordo celebrado no domingo passado com a presidente Ursula von der Leyen destinava-se a aplicar os direitos aduaneiros de 15% aos automóveis da UE e a isentar de direitos aduaneiros determinados produtos estratégicos, como os aviões, mas nenhuma destas disposições consta da ordem executiva. A ordem executiva impõe uma taxa geral de 15% sobre as mercadorias da UE, aplicável a partir de 8 de agosto. As mercadorias já em trânsito antes dessa data beneficiarão da anterior taxa de 10% até 5 de outubro, segundo a ordem dos EUA. Qualquer tentativa de contornar estes direitos aduaneiros será penalizada com um direito de 40% sobre as mercadorias em causa, acrescenta a ordem. Apesar das aparentes omissões na ordem, o comissário europeu do Comércio, Maroš Šef?ovi?, congratulou-se com “os primeiros resultados do acordo UE-EUA”. “Isso reforça a estabilidade para as empresas, bem como a confiança na economia transatlântica”, escreveu no X, acrescentando: “Os exportadores da UE beneficiam agora de uma posição mais competitiva”. Šef?ovi? também disse, no entanto, que “o trabalho continua”, referindo-se às negociações em curso sobre uma declaração conjunta destinada a formalizar o acordo político comercial alcançado em 27 de julho. Narrativas divergentes A Comissão e a administração dos EUA estão a lutar para chegar a acordo sobre um texto conjunto e, até agora, têm apresentado narrativas divergentes sobre o acordo. Permanece a incerteza quanto ao destino do aço e do alumínio, atualmente sujeitos a direitos aduaneiros americanos de 50%, que, segundo a Comissão, deverão em breve ser objeto de contingentes tarifários mais baixos. Estão também em curso negociações sobre uma série de isenções, à medida que aumenta a pressão do setor do vinho e das bebidas espirituosas da UE. Numa ficha informativa publicada na segunda-feira, os EUA alegaram também que a UE se comprometeu a não aplicar taxas de utilização das redes de telecomunicações numa futura Lei das Redes Digitais, que está atualmente a ser disputada entre as empresas de telecomunicações da UE e os gigantes tecnológicos dos EUA em Bruxelas. Na quinta-feira, a Comissão Europeia referiu que um Livro Branco sobre as redes digitais, publicado em fevereiro de 2024, considerava que a imposição de uma taxa de rede “não era uma solução viável”. “Esta isenção não se aplicaria apenas às empresas americanas”, afirmou um porta-voz da Comissão.