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Modelo de portagens pode colocar em causa investimento da Peugeot/Citroën em Mangualde Imprimir E-mail

“Não queremos nenhuma exceção, queremos é que a regulamentação mude”

in Expresso / Lusa, 08-02-2018

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O Grupo automóvel PSA alerta que se o modelo de pagamento das portagens em Portugal se mantiver anexado à altura dos veículos, poderá estar em causa o investimento na fábrica do grupo em Mangualde.

Em conferência de imprensa ocorrida esta quinta-feira, Alfredo Amaral, o diretor-geral do grupo PSA (Peugeot/Citroën) para o comércio em Portugal explicou que o futuro furgão comercial ligeiro, denominado atualmente pelo nome de código K9, poderá chegar a um máximo de produção de 100 mil veículos anualmente, dos quais 20% destinados ao mercado nacional.

Por ter mais de 1,10 metros de altura no eixo dianteiro, com o modelo atual de portagens a esta nova viatura será incluída na Classe 2 e assim pagará mais portagens, pelo que em Portugal o veículo não será vendido, previu o responsável. Questionado sobre se esta situação coloca em perigo o investimento na fábrica de Mangualde, Alfredo Amaral respondeu afirmativamente.

“Não queremos nenhuma exceção, queremos é que a regulamentação mude”, resumiu o dirigente, referindo a necessidade de uma resposta oficial “antes do final de junho” para não haver impacto na fábrica de Mangualde.

O responsável adiantou que o primeiro impacto, caso se mantenha a situação, será a nível de emprego, com a possibilidade de o novo terceiro turno, com mais de 200 trabalhadores e a laborar a partir de abril, terminar em outubro, altura em que se deve iniciar a produção do novo modelo.