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AFIA defende em Bruxelas “via europeia” na redução das emissões de CO2 Imprimir E-mail

A AFIA e a CLEPA reuniram-se recentemente em Bruxelas com o vicepresidente do Comité Económico e Social Europeu, Gonçalo Lobo Xavier, para defender a “via europeia” na redução das emissões de CO2.

in Vida Económica, 05-01-2018

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Da esquerda para a direita: Pierre Thibaudat (CLEPA), Gonçalo Lobo Xavier (CESE) e Adão Ferreira (AFIA).

 

Os fabricantes de componentes para automóveis estão comprometidos com as metas de Paris para mitigar os efeitos das alterações climáticas e pretendem cumpri-las fazendo uso de todo o seu conhecimento e das suas próprias inovações.

A proposta legislativa de regulamento europeu que estabelece as normas de desempenho das emissões para os novos automóveis de passageiros e para os novos veículos comerciais ligeiros defi ne novos limites de emissões mais rigorosos para 2021 (Ligeiros de passageiros – 95 g CO2/ km e Comerciais ligeiros – 147 gCO2/km). Sendo que as emissões médias dos novos carros e comerciais ligeiros deverão ser: em 2025, 15% mais baixas do que em 2021; em 2030, 30% menos do que em 2021. Esta lei terá grande impacto para os fornecedores europeus da indústria automóvel, bem como para a produção e para a base de emprego, particularmente em Portugal.

CLEPA recomenda

Neste âmbito, a CLEPA e as entidades que a constituem emitiram recomendações importantes a propósito desta nova lei sobre emissões de dióxido de carbono: “a nova legislação sobre emissões de CO2 deve reger-se pela neutralidade tecnológica, evitando prescrever qual a solução técnica a privilegiar para atingir as metas. Este deve ser um princípio central para promover inovação e competitividade pelas melhores tecnologias, procurando assim cumprir os objetivos previstos para 2030 e datas posteriores; a UE deve suportar a sua indústria transformadora para cumprir as suas metas ambientais e sociais. Outras regiões do mundo deverão fazer o mesmo. Não há qualquer razão para a Europa colocar a sua competitividade global em risco, sob o falso pressuposto de ‘ajudar a indústria’”.

Novos tipos de fontes de energia estão a ser desenvolvidos e industrializados em laboratórios e empresas da UE. Entre eles incluem- se combustíveis alternativos avançados e células de nova geração para baterias, reduzindo signifi cativamente o conteúdo de certas matérias-primas e contribuindo para alcançar um equilíbrio positivo do impacto total “do berço ao túmulo” sobre o ambiente.

A hibridização avançada apoia uma transição mais viável, quer ao nível indústria, quer da sociedade, para uma realidade com cada vez mais opções de motorizações alternativas, não comprometendo com isso as necessidades ambientais ou o cumprimento de metas.