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Pinto Brasil: Metalomecânica cresce com a inovação Imprimir E-mail

Grupo Pinto Brasil faturou 40,1 milhões de euros este ano, dos quais 89,2% são exportações para mais de 30 países.

in Dinheiro Vivo, por Erika Nunes, 01-01-2018

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Manuel Brasil, CEO do Grupo Pinto Brasil, pede uma "estratégia nacional de formação"
para garantir o crescimento do setor.

 

O setor campeão das exportações portuguesas não tem o glamour da moda ou o histórico do vinho do Porto, porém ombreia em engenharia com competidores internacionais como a Alemanha e em preço com os astutos turcos.

O vimaranense Grupo Pinto Brasil tem aumentado o volume de negócios 22% ao ano, em média, desde 2014, para os 40,1 milhões de euros previstos este ano.

Deste valor, 89,2% serão exportações, em 2017, para mais de 30 mercados em todo o mundo, com destaque para a Alemanha, a França, os EUA, o Leste da Europa e o Norte de África.

Em 2018, o grupo prevê crescer mais de 20% no volume de negócios graças à ampliação da fábrica da Guardizela (Guimarães) e tem planos para, nos próximos dois anos, construir uma nova fábrica em Santa Maria da Feira. Às 600 pessoas que hoje trabalham na “Pinto Brasil” deverão juntar-se, em breve, mais 200.

“Um dos nossos principais vetores de sucesso é o desenvolvimento de novos e inovadores produtos, como um sistema de armazenamento com mais de 12 m nos EUA ou os sistemas de última geração de teste elétrico feitos especialmente para a Airbus”, apontou Manuel Brasil, CEO do grupo.

O departamento de I&D possui 30 colaboradores dedicados em exclusivo à inovação “quer nos processos internos de fabrico, quer no lançamento de novas famílias de produtos”. Apesar de a produção nacional estar ao nível dos melhores e a preços competitivos, Manuel Brasil refere que não podem competir só pelo preço ou pela qualidade.

“Trabalhar exclusivamente pelo preço, é demasiado perigoso e redutor, visto que as mais valias são muito reduzidas, e porque continuarão a existir países cuja conjuntura local seja mais favorável a este tipo de fabrico”, analisou o empresário.

“A qualidade é algo que tem que ser inato a todos os produtos e serviços. A premissa que deve ser garantida é a de não cair em situações de “excesso” de qualidade, ou seja, tudo aquilo que esteja incluído num produto que não tenha valor para o cliente é de facto um custo para o fabricante”, explicou.

Considerando que o setor tem condições para continuar a “crescer no curto e médio prazo, essencialmente por mérito do nosso tecido empresarial”, Manuel Brasil teme apenas a ameaça da falta de recursos humanos qualificados. “Se não for criada e colocada no terreno uma estratégia nacional de formação nesta área, não sei por quanto tempo este crescimento possa ser sustentado”, avisou.