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AFIA foi a Bruxelas defender a “via europeia” na redução das emissões de CO2 Print E-mail

A AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel é membro da CLEPA, associação europeia dos fornecedores da indústria automóvel, entidade que defende os interesses do sector a nível europeu.

in AFIA, 21-12-2017

 

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Pierre Thibaudat (CLEPA), Gonçalo Lobo Xavier (Vice-Presidente do Comité Económico e Social Europeu), Adão Ferreira (AFIA)

 

 

Os fabricantes de componentes para automóveis estão comprometidos com as metas de Paris para mitigar os efeitos das alterações climáticas e pretendem cumpri-las fazendo uso de todo o seu conhecimento e das suas próprias inovações.

Nesse âmbito a AFIA e a CLEPA reuniram-se no dia 13 em Bruxelas com o Vice-Presidente do Comité Económico e Social Europeu, Gonçalo Lobo Xavier, para defender a “via europeia” na redução das emissões de CO2.

A proposta legislativa de regulamento europeu que estabelece as normas de desempenho das emissões para os novos automóveis de passageiros e para os novos veículos comerciais ligeiros define novos limites de emissões mais rigorosos para 2021 (Ligeiros de passageiros – 95 g CO2/km e Comerciais ligeiros – 147 gCO2/km)

Sendo que as emissões médias dos novos carros e comerciais ligeiros deverão ser:

  • Em 2025, 15% mais baixas do que em 2021
  • Em 2030, 30% menos do que em 2021

Esta lei terá grande impacto para os fornecedores europeus da indústria automóvel, bem como para a produção e para a base de emprego, particularmente em Portugal.

Nesse sentido a CLEPA e as entidades que a constituem emitiram recomendações importantes a propósito desta nova lei sobre emissões de dióxido de carbono:

  • Acima de tudo, a nova legislação sobre emissões de CO2 deve reger-se pela neutralidade tecnológica evitando prescrever qual a solução técnica a privilegiar para atingir as metas. Este deve ser um princípio central para promover inovação e competitividade pelas melhores tecnologias, procurando assim cumprir os objectivos previstos para 2030 e datas posteriores.
  • A segunda mensagem importante é que a UE deve suportar a sua indústria transformadora para cumprir as suas metas ambientais e sociais. Outras regiões do mundo deverão fazer o mesmo. Não há qualquer razão para a Europa colocar a sua competitividade global em risco, sob o falso pressuposto de "ajudar a indústria".

A nova legislação europeia deve definir metas ambiciosas mas também realistas, promovendo todos os caminhos possíveis para uma mobilidade com baixos consumos de dióxido de carbono e guiando a transformação da mobilidade de forma decisiva, mas sensível:

  • A tecnologia diz-nos que não existe uma solução "para todos os gostos": os automóveis e os veículos servem diferentes propósitos de mobilidade e os consumidores devem poder escolher o nível de potência que melhor serve as suas necessidades.
  • Os veículos actuais e os do futuro serão movidos por uma combinação de tecnologias que procuram transferir energia para o movimento, incluindo soluções de sistemas de transmissão eléctricos, recuperação de energia, dispositivos de aumento de potência, combustíveis sintéticos (e-fuels) e motores de combustão de alta eficiência. A legislação deverá estar aberta a todas as soluções tecnológicas, em vez de decretar administrativamente a(s) alternativa(s) a utilizar.

Novos tipos de fontes de energia estão a ser desenvolvidos e industrializados em laboratórios e empresas da UE. Entre eles incluem-se combustíveis alternativos avançados e células de nova geração para baterias, reduzindo significativamente o conteúdo de certas matérias-primas e contribuindo para alcançar um equilíbrio positivo do impacto total "do berço ao túmulo" sobre o ambiente.

A hibridização avançada apoia uma transição mais viável, quer ao nível indústria, quer da sociedade, para uma realidade com cada vez mais opções de motorizações alternativas, não comprometendo com isso as necessidades ambientais ou o cumprimento de metas.

A indústria europeia é líder mundial em eficiência e ocupa o topo da lista de registos de patentes para tecnologias de electrificação. A tecnologia oferece soluções eficientes, sofisticadas e acessíveis. Apenas uma abordagem aberta às tecnologias, que abrace os pontos fortes da indústria europeia, pode assegurar uma base financeira para os brutais investimentos iniciais necessários para a produção de motorizações alternativas, bem como para sustentar o futuro de milhões de postos de trabalho altamente qualificados no sector.

 

No seguinte link encontra-se um artigo com a posição da CLEPA, sobre o tema das emissões de CO2:

http://www.afia.pt/images/stories/pdf2017/201709613clepa_post2020co2.pdf

 


 

AFIA COMUNICADO DE IMPRENSA - FICHEIRO PDF