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Continental Mabor – Pneus portugueses em todo o lado Imprimir E-mail

A Continental Mabor registou receitas de 830 milhões de euros em 2016, das quais 97,3%, dizem respeito a vendas para o exterior

in Dinheiro Vivo / revista Star Company, por Helena C. Peralta, 19-12-2017

Já não é a primeira vez que a Continental Mabor, filial portuguesa da multinacional Continental, é vencedora no ranking das maiores exportadoras nacionais de bens. Já o ano passado a empresa especializada na produção de pneus e câmaras-de-ar, e sedeada em Vila Nova de Famalicão, na zona do Grande Porto, recebeu a medalha de ouro neste critério.

A Continental Mabor registou, em 2016, um volume de negócios de 830 milhões de euros, dos quais uma alargada fatia de 808,1 milhões foi referente a vendas para o exterior. Este valor associado ao facto de ter atingido uma taxa de exportação de 97,3%, manteve a empresa na liderança deste ranking relativamente às vendas de bens. “Ainda que se tenha registado uma subida dos preços das matérias-primas, o ano de 2016 teve um balanço positivo. A Continental Mabor obteve um resultado líquido de quase 226 milhões de euros”, acrescenta Pedro Carreira, presidente do conselho de administração. O mesmo responsável afirma ainda que a o sector químico, no qual a empresa se insere, encontra-se estável, não se prevendo oscilações significativas e, tal como em muitas outras áreas de atividade, se sente sobretudo a forte concorrência dos países asiáticos. Por outro lado, explica que a Continental Mabor conseguiu vender quase 18 milhões de pneus ligeiros e, apesar do aumento das matérias-primas, quase todos os indicadores financeiros se posicionaram em bons níveis. Para 2017 a empresa estima ultrapassar este volume.

“Em termos de exportação, mais de 60% das nossas vendas ficam na Europa, e, naturalmente, o mercado mais importante é o alemão, seguindo-se o espanhol e depois o americano e canadiano”, explica. Ou seja, existe um pneu feito em Portugal em praticamente todas as grandes marcas europeias produtoras de veículos ligeiros. Pedro Carreira reforça ainda a ideia afirmando que em 2016 a Continental Mabor exportou para 64 países, sendo que o mercado alemão é o mais consolidado. Dos mercados habituais todos se mantiveram ativos, menos Andorra e Equador, tendo surgido ainda novos destinos como o Sri Lanka, Filipinas e Paquistão.

Investimentos fortes em Lousado

Para Pedro Carreira, 2016 foi um ano de grandes projetos que trouxeram consigo importantes investimentos, alguns dos quais ainda vão decorrer em 2017 e 2018. Fala sobretudo do complexo industrial no Lousado, Famalicão, onde a fábrica está instalada, e na qual estão a investir cerca de 150 milhões de euros até ao final de 2018.

Este montante será canalizado para a expansão da unidade de pneus ligeiros e para a construção de uma fábrica de pneus agrícolas. Com um efetivo atual de cerca de 1.900 trabalhadores, prepara-se assim para criar novos postos de trabalho, que ascenderão a mais de duas centenas.

“No final de 2016, o Grupo Continental tinha investido só na fábrica de Lousado mais de 760 milhões de euros, dos quais 86 milhões só em 2016. A média dos últimos dez anos foi de 45 milhões, o que denota uma clara aposta no crescimento e sustentabilidade da empresa”, afirma Pedro Carreira.

O mesmo responsável entende que o fabricante continua a apostar na melhoria das condições de trabalho dos seus colaboradores, realizando investimentos, por exemplo, ao nível de parques automóveis, balneários e novo edifício técnico e administrativo, alguns deles ainda em execução. “Não menos importante nos investimentos realizados, foi a instalação de um centro de pesquisa e desenvolvimento para os pneus agrícolas, que inclui um centro de testes e avaliação para esta gama de produtos, e que abriu as portas a novas áreas de negócio e, assim, a mais investimento”, refere a propósito.

A empresa também foi vencedora, na edição das Star Company do ano passado, referente ao exercício de 2015, no critério da rendibilidade, no ranking dos fabricantes de bens, ao atingir uma rendibilidade financeira de 94% e uma rendibilidade económica de 41%.

Este ano ficou na segunda posição neste critério, com um EBITDAR referente a 2016 de 335,7 milhões, e uma rendibilidade económica de 40,4%. Já a taxa de rendibilidade financeira ascendeu aos 91 por cento.

Algumas das dificuldades sentidas no decorrer da atividade da empresa nos últimos dois ano foi relativamente às questões logísticas que acabam por afetar o bom funcionamento da fábrica de Famalicão. “Enfrentamos diariamente algum congestionamento, quer pelas habitações localizadas nas nossas imediações, quer pela falta de acessos diretos e fáceis à empresa que permitam a entrada constante de matérias-primas e peças para substituição nos equipamentos, bem como da saída do produto acabado”, explicou Pedro Carreira à revista Star Company do ano passado.