Início arrow Noticias arrow Fornecedores nacionais esperam aumento de vendas
Fornecedores nacionais esperam aumento de vendas Imprimir E-mail

As empresas que fabricam peças para automóveis esperam um aumento das suas vendas com a produção da Autoeuropa a subir para 240 mil unidades em 2018.

in Jornal de Negócios, por André Cabrita-Mendes, 29-11-2017

O sector nacional de componentes automóveis espera um crescimento das suas vendas no próximo ano com o aumento da produção na Autoeuropa, devido ao novo modelo T-Roc.

“Naturalmente o aumento de volume de montagem na Autoeuropa vai ter reflexos na quantidade de peças que são fabricadas e vendidas à fábrica da Volkswagen”, disse ao Negócios Adolfo Silva, da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), sem prever valores.

Os produtores de peças para automóveis em Portugal venderam na totalidade 9.000 milhões de euros em 2016, com 85% desta produção a seguir para exportação, ficando o restante no mercado interno.

“Isto foi basicamente para a Autoeuropa, a PSA Peugeot Citroën em Mangualde, a Mitsubishi Fuso e a Salvador Caetano. Estas empresas correspondem a 15% destes 9.000 milhões de euros produzidos”, explica o director da AFIA.

O responsável destaca que o sector de componentes não vive dependente da produção automóvel nacional.

“A Autoeuropa sendo importante não é fundamental. O sector de componentes de automóveis vive hoje em dia da exportação”, aponta Adolfo Silva.

“É claro que é pena não termos mais Autoeuropa’s e PSA’s em Portugal, seria óptimo. Mas hoje em dia a Autoeuropa não é absolutamente crítica para este sector”, declara.

Olhando para 2017, a AFIA prevê um crescimento do seu volume de negócios de 7%, à boleia do aumento das vendas para o exterior.

“Ao aumentarmos a exportação estamos a diminuir a dependência relativamente aos montadores que estão instalados no país, sem lhes querer retirar qualquer tipo de importância, claro.”

O sector nacional de componentes automóveis contava no final de 2016 com 220 empresas, empregando directamente 46,5 mil trabalhadores, com a AFIA a prever que o sector feche este ano com um total de 50 mil trabalhadores.

“Este aumento do emprego é fruto do aumento do volume que estamos a ter no exterior”, explica Adolfo silva.

Mais de 90% das exportações destinam-se ao mercado europeu, com Espanha a ser o país que mais compra componentes a Portugal (22%), seguida da Alemanha (18%), França (11%) e Reino Unido (10%).

“O grosso do que se produz em Portugal é para a Europa, com destaque para Espanha que hoje em dia é o segundo país europeu que mais veículos monta, três milhões de automóveis”, apenas superada pela Alemanha com seis milhões de unidades produzidas anualmente, afirma Adolfo Silva. “Naturalmente, do ponto de vista logístico, Portugal está bem posicionado em relação a Espanha”, remata o director da AFIA.

 

 


 

9.000 VOLUME DE NEGÓCIOS

O sector nacional de componentes automóveis atingiu um volume de negócios de 9.000 milhões de euros em 2016