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Componentes lusos para automóvel aumentam emprego desde 2010 Imprimir E-mail

A indústria nacional de componentes para automóvel aumenta emprego desde 2010, de acordo com um estudo da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).

in Vida Económica, por Aquiles Pinto, 27-10-2017

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A associação presidida por Tomás Moreira acrescenta que, globalmente, o “setor emprega gente qualificada”.

 

“Através de um inquérito respondido por 61 empresas do setor de fabricantes de componentes para a indústria automóvel procurou-se uma caracterização dos recursos humanos, que serviu de base ao encontro. Os dados obtidos permitem verificar que o sector continua a fazer crescer a oferta de trabalho, criando postos de trabalho estáveis, proporcionalmente distribuídos por operários, funções técnicas e quadros. Esta situação é uma constante desde 2010, havendo uma perspetiva de novo crescimento para 2018”, explica a AFIA.

A associação presidida por Tomás Moreira acrescenta que, globalmente, o “setor emprega gente qualificada”, uma vez que mais de 75% dos seus colaboradores possui mais do 9º ano de escolaridade.

Em termos de vencimento, o número de trabalhadores que recebe o salário mínimo nacional é, de acordo com a AFIA, “bastante diminuto”, na medida em que quando aquele ordenado é praticado “acrescem outras prestações pecuniárias”, como por exemplo subsídio de turno e remunerações variáveis. “A remuneração variável com base em desempenho é largamente utilizada pelas empresas do setor, em todos os níveis hierárquicos”, indicam desde a associação.

A AFIA informa que a utilização do banco de horas é uma “prática generalizada e de frequente utilização por parte das empresas do setor”. A entidade salienta que esta medida “é da mais alta importância para a capacidade de resposta das empresas às flutuações de encomendas”.

“Empresas mais flexíveis que legislação laboral”

As empresas do setor estão, garante a AFIA, despertas para os desafios que têm pela frente na liderança dos seus recursos humanos. “Obter o compromisso, fidelização e motivação dos seus colaboradores num quadro de mudança e globalização, acrescendo a necessidade de gestão de carreiras e talentos dando resposta à alteração do perfil de competências necessárias, e ao mesmo tempo aproveitando as novas oportunidades tecnológicas”, explica.

A entidade sublinha “o grande contraste entre a mudança exigida às empresas, no que se refere à flexibilidade e adaptação ao que o mercado impõe, versus a rigidez da legislação laboral que acaba por perpetuar modelos completamente desajustados à realidade presente e futura”.

Apesar da dimensão dos desafios, as empresas, indica a AFIA, “demonstram a confiança e a resiliência necessárias para os enfrentar, aproveitando as oportunidades para continuar a fazer crescer sustentadamente o setor”.