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AFIA organiza Encontro dedicado a Recursos Humanos Imprimir E-mail

Mais de uma centena de profissionais dos Recursos Humanos reuniram-se hoje na AEP, num encontro organizado pela AFIA, para discutir as conclusões de um inquérito realizado a cerca de 60 empresas do setor. Os dados mostram um sector em constante crescimento, criando postos de trabalho estáveis

in AFIA, 25-10-2017

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Fernando Ferrinha, Adolfo Silva, Tomás Moreira, Jorge Castro | AFIA

 

No dia 25 de Outubro, no auditório da AEP e com mais de uma centena de participantes, a AFIA realizou um encontro temático dedicado aos Recursos Humanos e aos desafios que se colocam à sua liderança num quadro de transformação da indústria para a era digital.

Através de um inquérito respondido por 61 Empresas do sector de fabricantes de componentes para a indústria automóvel procurou-se uma caracterização dos recursos humanos, que serviu de base ao encontro. Os dados obtidos permitem verificar que o sector continua a fazer crescer a oferta de trabalho, criando postos de trabalho estáveis, proporcionalmente distribuídos por operários, funções técnicas e quadros. Esta situação é uma constante desde 2010, havendo uma perspectiva de novo crescimento para 2018. Globalmente o sector emprega gente qualificada, mais de 75% dos seus colaboradores possui mais do 9º ano de escolaridade.

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Tomás Moreira, Presidente AFIA

 

As pessoas que recebem o salário mínimo nacional singelo é bastante diminuta porque nos casos em que o salário mínimo nacional é praticado acrescem outras prestações pecuniárias como sejam: subsídio de turno e remunerações variáveis. A remuneração variável com base em desempenho é largamente utilizada pelas empresas do sector, em todos os níveis hierárquicos. É da mais alta importância para a capacidade de resposta das empresas às flutuações de encomendas a utilização do banco de horas, que é uma prática generalizada e de frequente utilização por parte das empresas do sector. Esta ferramenta de flexibilidade é maioritariamente suportada pelos trabalhadores.

Verifica-se uma dificuldade na retenção de talentos e profissionais qualificados devido ao dinamismo decorrente do aumento da actividade económica e por falta de pessoas devidamente qualificadas com as competências requeridas para as sofisticadas e complexas funções que são necessárias serem satisfeitas.

As empresas estão despertas para os desafios que têm pela frente na liderança dos seus Recursos Humanos, como seja: obter o compromisso, fidelização e motivação dos seus colaboradores num quadro de mudança e globalização, acrescendo a necessidade de gestão de carreiras e talentos dando resposta à alteração do perfil de competências necessárias, e ao mesmo tempo aproveitando as novas oportunidades tecnológicas.

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Gregório Rocha Novo, CIP

 

De referir ainda o grande contraste entre a mudança exigida às empresas, no que se refere à flexibilidade e adaptação ao que o mercado impõe, versus a rigidez da legislação laboral que acaba por perpetuar modelos completamente desajustados à realidade presente e futura.

Apesar da dimensão dos desafios, as empresas demonstram a confiança e a resiliência necessárias para os enfrentar, aproveitando as oportunidades para continuar a fazer crescer sustentadamente o sector.

 


 

COMUNICADO DE IMPRENSA, ficheiro pdf