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AFIA "confiante" em "solução" para diferendo na Autoeuropa Imprimir E-mail

O presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), Tomás Moreira, disse hoje que "na indústria automóvel não pode haver greves" e garantiu estar "confiante" numa "solução" para a situação da Autoeuropa.

in RTP / Lusa, 25-10-2017

"Houve uma greve na Autoeuropa mas penso que não haverá mais greves, porque na indústria automóvel quando se entra nesse ciclo entra-se num ciclo em que se põe fortemente em risco a continuidade das empresas. Tenho a certeza que uma coisa é uma vez demonstrar insatisfação e outra seria entrar num ciclo prolongado de greves. Isso tenho a certeza que não vai acontecer", referiu Tomás Moreira em declarações à agência Lusa.

Em causa está o facto dos trabalhadores da Autoeuropa contestarem a obrigatoriedade de trabalhar ao sábado após a implementação do novo horário de laboração contínua, com três turnos diários de segunda a sábado.

Na sexta-feira, a nova Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, que foi eleita a 03 de outubro, disse que aguarda que a administração da Autoeuropa apresente uma nova proposta de horários de trabalho logo que se reiniciem as negociações entre as duas partes.

Já os responsáveis da Autoeuropa consideram que o trabalho ao sábado é indispensável para assegurar o volume de produção previsto para o novo veículo T-Roc, que será produzido, em exclusivo, na fábrica de automóveis da Volkswagen, em Palmela.

Questionado sobre este diferendo e o que ele pode significar para o setor, Tomás Moreira mostrou-se "confiante" numa "solução" porque, frisou: "Na indústria automóvel não pode haver greves. Não nos podemos permitir - nós empresas, nós empresários, gestores ou colaboradores das empresas - não podemos permitir greves".

O presidente da AFIA, que falava à margem de um evento dedicado a empresas do setor que decorre esta tarde em Leça da Palmeira, distrito do Porto, com a temática dos "Recursos Humanos", salientou que aquela indústria trabalha sem stocks, o que significa que uma greve "interrompe um ciclo de fornecimento", numa indústria que, disse, "precisa de pessoas que estejam dispostas a trabalhar ao longo das 24 horas por dia e sete dias por semana".

"Hoje em dia a cada vez maior sofisticação de equipamentos e de tecnologia, implica pedir sacrifícios aos nossos trabalhadores, mas também arranjar formas que satisfaçam os interesses dos trabalhadores", concluiu.