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Humberto Dores aos comandos do grupo alemão KWD Imprimir E-mail

Humberto Dores é um engenheiro português que, depois de “conduzir ao sucesso” a multinacional Schnellecke na China, em Portugal e na Alemanha, passa a liderar a KWD, empresa que assume toda a produção do grupo, com um total de sete fábricas, uma das quais em Palmela.

in Jornal de Negócios, por Rui Neves, 24-10-2017

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Humberto Dores (de óculos, na foto) passa a gerir a KWD, que tem seis fábricas na Europa e uma na China, emprega 1.500 pessoas e factura 400 milhões de euros.

 

A KWD AG, que pertence ao grupo germânico Schnellecke, um dos líderes mundiais em logística e produção para a indústria automóvel, conta com sete fábricas, em Portugal (Palmela), Espanha, Polónia, República Checa, China e duas na Alemanha. Emprega 1.500 pessoas e fechou o último exercício com um volume de vendas de 349 milhões de euros, prevendo fechar este ano com um crescimento de 15%.

É todo este universo KWD que passou a ser gerido por um engenheiro português, que fez carreira internacional no grupo Schnellecke. "Humberto Dores é gestor de topo e foi convidado para liderar a KWD depois de conduzir ao sucesso a Schnellecke na China, em Portugal e na Alemanha", enfatiza o grupo, em comunicado.

O objectivo do novo líder da KWD é duplicar o volume de vendas em cerca de oito anos: "Sermos a divisão mais bem-sucedida do grupo Schnellecke e passar de uma facturação de 400 milhões em 2017 para 800 milhões de euros até 2025», declara Humberto Dores.

A interligação das sete fábricas da KWD representa «um grande potencial de avanço tecnológico, graças à integração do design, do desenvolvimento e das novas tecnologias de todas as fábricas», sublinha Roberto Lanaspa que está na fábrica de Pamplona e é o novo vice-presidente da KWD na Península Ibérica.

A KWD ainda faz a montagem dos componentes, mas no futuro, sublinha o grupo, as fábricas KWD vão criar, desenvolver e produzir estes componentes tecnologicamente avançados. O grupo Schnellecke está já a iniciar com um parceiro alemão um projecto-piloto de montagem da carroçaria de três mil automóveis eléctricos que vão fazer a distribuição da correspondência oficial da Deutsche Post, os correios na Alemanha.

"Antes as fábricas KWD funcionavam de forma isolada e combinavam logística e produção. Agora, passam a estar conectadas entre si e concentram-se na sua especialidade: a produção de componentes automóveis", salienta o grupo alemão.

Humberto Dores (na foto, o segundo a contar da esquerda) considera que "não faz sentido cada fábrica lutar e procurar novos negócios sozinha. Nós conseguimos fornecer os mesmos produtos e os mesmos serviços em vários sítios e, ao mesmo tempo, ter só um contacto com o cliente principal através da casa-mãe", garante o gestor.

Os principais clientes da KWD em Portugal e Espanha são a Volkswagen, Seat, Ford, Mercedes e BMW.

O grupo Schnellecke está presente em mais de 60 países, emprega cerca de 16 mil pessoas e facturou cerca de mil milhões de euros no ano passado.