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Mais exportações no setor de componentes para automóveis Imprimir E-mail

O setor automóvel nacional de componentes para automóveis registou no primeiro semestre do ano um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

in Revista Auto Profissional, nº 89, Set/Out-2017

Conforme a AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel), o crescimento atual do setor de componentes para automóveis é bastante importante, mas implica a necessidade urgente de se criar condições para que a competitividade seja constantemente melhorada, dada a concorrência de outras regiões do globo. No primeiro semestre o setor de componentes para automóveis exportou mais de 4 mil milhões de euros, crescendo 6,4% relativamente ao período homólogo de 2016. Esta taxa de crescimento, bem superior ao crescimento do volume de fabricação de veículos, significa que a indústria de componentes tem vindo a conquistar cota de mercado. Este facto é muito relevante quando o setor automóvel, mundialmente, enfrenta novos paradigmas com impacto significativo para todos os agentes económicos que lhe estão ligados.

Novos modelos de negócio e desafios

A mudança de paradigma passa pela conceção da viatura: tipo de motorização (combustão interna versus motor elétrico); conectividade e condução autónoma. Passa também pela forma como será feita a sua comercialização: a utilização e posse de um automóvel têm sido quase sinónimos, mas no futuro serão dois conceitos distintos, porque a utilização não implicará necessariamente a posse – é o caso do car sharing. A expectativa daí decorrente é uma redução do número de veículos vendidos, um facto a que a indústria terá que estar atenta. Em paralelo existirão ganhos de produtividade significativos resultantes da massificação da tecnologia: robótica, impressão 3D, digitalização e outras a que genericamente se chama Indústria 4.0. Estas mudanças, acelerando as capacidades de produção, irão agravar a diferença entre procura e oferta, criando uma pressão acrescida para racionalização da oferta e para diminuição da capacidade produtiva instalada.