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Grupo Simoldes | Dois biliões de volume de negócios é a meta para 2020 Imprimir E-mail

Com investimentos em novas fábricas e equipamento, o Grupo Simoldes pretende registar, dentro de três anos, um volume de negócios na ordem dos 200 milhões de euros na divisão de moldes e de dois biliões na de plásticos.

in Correio de Azeméis / Suplemento Azeméis Faz bem, 11-07-2017

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Intensificar a sua presença no estrangeiro é um dos principais objectivos do Grupo Simoldes, cujo crescimento, dentro de Portugal, tem sido alicerçado por avultados investimentos noutros países. A fábrica que o grupo abriu na República Checa é exemplo disso, estando também na mira a abertura de fábricas em Marrocos, na Eslováquia e no México.

Carlos Seabra, representante desta empresa que continua a ocupar o 4º lugar no ranking das ‘100+’, explica que a influência da Simoldes noutros países vai além da vertente material, revelando um facto curioso: “A pequena cidade onde estamos implantados já é quase mais portuguesa do que checa. O próprio restaurante próximo da fábrica já tem ementa portuguesa e os nossos funcionários já lá vão ensinar a cozinhar”.

O responsável considera que o desenvolvimento não pode ser alheio a esta expansão. “A Simoldes, para crescer ainda mais, tem de ir para o estrangeiro. Se não fosse assim seríamos a mesquinha empresa de bairro que nunca mais se desenvolve”, referiu, garantindo, contudo, que “a parte de criação mais nobre do produto” vai continuar a ser feita na sede. “ Gostaria que as pessoas entendessem isso não como fugir de Oliveira de Azeméis, mas como o aumentar das capacidades e depois, necessariamente, acompanhar os clientes a nível internacional, como vamos fazer em Marrocos, com a PSA, com a Renault. Isto permite que seja uma empresa portuguesa a produzir peças do interior do carro, em vez de uma alemã, por exemplo”.

Gerir equipamentos à distância para aumentar a competitividade

Esta “caminhada”, salienta Carlos Seabra, tem sido acompanhada de um investimento das novas tecnologias, sendo que, entre instalações e equipamento novo, a Simoldes fez, recentemente, um investimento em Portugal de cerca de 36 milhões de euros. “Estamos a fazer uma grande remodelação de equipamentos que nos permitam ser mais eficazes na nossas produção”, avançou o responsável, esclarecendo que esse passo, que visa aumentar a competitividade, implica que os funcionários tenham uma formação adequada. “As nossas equipas de análise de processos estão a desenvolver formas e poder manter o equipamento a produzir sem necessariamente ter as pessoas presentes”, exemplificou Carlos Seabra, enumerando outros projetos recentes do grupo.

“Efetivámos a criação do centro de fresagem, de desbaste, e estamos a construir o novo centro de testes, também na Zona Industrial, que vai avançar tembém este ano”.

Conjugadas todas estas “novidades”, o resultado será, indubitavelmente, o crescimento da empresa. “Em 2020 tencionamos ter um volume de negócios na divisão de moldes de 200 milhões, quando hoje temos 120. E nos plásticos, em que temos cerca de 600 milhões, projecta-se almejar os dois biliões de facturação”, adiantou Carlos Seabra.

Uma das principais dificuldades continua, contudo, a ser a falta de mão de obra qualificada. “A especificidade dos moldes exige uma formação que tem vindo a ser feita principalmente nas próprias empresas”, declarou o representante do grupo, vincando que a ideia de criação da Academia Simoldes não foi posta de parte. “Foi lançado o repto, o embrião está em crescimento”.

 

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