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AFIA levou comitiva de 25 empresas à Renault Madrid Imprimir E-mail

Os componentes lusos registaram em 2016 vendas de nove mil milhões de euros.

in Vida Económica, 12-05-2017

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A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) levou 25 empresas à terceira Convenção de Fornecedores da Aliança Renault/Nissan. O evento ocorreu no dia 28 de abril, nas instalações da Renault em Madrid, sob o mote do estudo que a Aliança levará a cabo em 2017 para medir a competitividade dos fornecedores portugueses e espanhóis.

A Aliança Renault/Nissan é, indica a AFIA, “um cliente estratégico da indústria de componentes, sendo que muitas empresas têm relação direta com este construtor, representando cerca de 15% da atividade do setor”. O construtor produziu, na Península Ibérica, no ano 2016, cerca de 700 mil veículos, 1,6 milhões de motores e 1,7 milhões de caixas de velocidades.

“Há assim um enorme potencial para os fornecedores portugueses de componentes automóveis em aumentarem as suas vendas para este importante cliente. Este é mais um passo no trabalho da AFIA para o fortalecimento dos laços de cooperação entre os construtores e os fornecedores”, refere a associação.

Setor sólido em Portugal

A indústria portuguesa de componentes para automóvel registou no ano 2016 um volume de negócios na ordem dos nove mil milhões de euros, um aumento de 7% face ao ano transato; por sua vez, as exportações aumentaram 8%, para os 7,6 mil milhões de euros. Ou seja, as vendas ao exterior representam 85% da atividade das cerca de 200 empresas que compõem o setor em Portugal. Em termos de países, Espanha ocupa o primeiro lugar, seguindo-se a Alemanha, França e o Reino Unido.

Como a indústria automóvel em Portugal se começou a desenvolver a partir de 1960 e sobreviveu a várias crises, as empresas do setor sustentam-se numa sólida tradição industrial, praticam conceitos de gestão modernos e exigentes e gozam internacionalmente de uma imagem de elevada credibilidade.

“Os fabricantes de componentes têm um longo historial exportador, um elevado grau de internacionalização e uma boa experiência a lidar com múltiplos clientes em variados mercados”, remata a AFIA.