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Investimento soma e segue na ERT PDF Imprimir E-mail

Com uma área de atividade que se divide entre sectores tradicionais como vestuário e calçado e indústrias de ponta, como o automóvel e a mobilidade elétrica, o grupo ERT avança em todas as linhas, com um investimento de cerca de 20 milhões de euros em curso a permitir a aposta em I&D e em unidades produtivas espalhadas por três continentes.

in Portugal Têxtil, 15-05-2017

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Poucos meses depois do início do ano, a empresa liderada por João Brandão já cumpriu algumas das metas delineadas para 2017. A nova unidade produtiva em Valladolid, Espanha, por exemplo, já começou a funcionar, dedicada ao corte de peças para a insonorização do automóvel. Um projeto de um milhão de euros que emprega atualmente 40 pessoas, mas deverá aumentar o efetivo para 80 ttrabalhadores até ao final do ano. «A fábrica está essencialmente focada num cliente que já tínhamos e que nos deu a oportunidade, pela proximidade, de desenvolvermos mais esta área de negócio», afirma João Brandão ao Portugal Têxtil.

Em setembro, será Tânger, em Marrocos, a acolher uma nova fábrica – para servir clientes instalados neste país do Norte de África –, cujos equipamentos representam para já um investimento de 700 mil euros. «Na primeira fase vamos ter lá 18 a 20 pessoas, para componentes automóveis e laminação. A segunda fase, no segundo semestre de 2018, vai ser corte e costura», revela João Brandão, acrescentando que o projeto atingirá um investimento de 1,2 milhões de euros e 100 pessoas para o ano.

As apostas do grupo ERT passam ainda o Atlântico, com a produção no México, um investimento de 3 milhões de euros para também servir o mercado local.

Mas não é só o estrangeiro que está na mira do grupo ERT, que soma 26 empresas. O grupo está atualmente a transferir todas as áreas de produção de componentes, à exceção dos destinados ao sector automóvel, para a fábrica de Felgueiras, rebatizada WTex. «Fruto da estratégia que já temos, estamos num processo de separação de atividades. A ERT vai ser 100% automóvel e criámos a Wtex, onde iremos colocar toda a atividade industrial ou não-automóvel», explica o empresário.

Uma separação que está a levar à duplicação de investimentos. «Parte das tecnologias que vamos ter em Felgueiras já as temos em São João da Madeira. Tudo o que é área automóvel, fica na Oliva [Factory]. São 15 mil metros de área coberta, na primeira fase, que deverá acabar até final de 2018», indica, dando conta de um investimento de 12 milhões de euros só nestas instalações.

Em Portugal, o grupo ERT está ainda a montar um centro de competências e engenharia, «onde todos os projetos ganhos pelas empresas do grupo vão ser desenvolvidos internamente», aponta João Brandão. «O investimento total é de cerca de 2,5 milhões de euros e já investimos um milhão de euros», detalha.

A área da mobilidade tem também sido explorada pela empresa de outra forma. «Estamos a trabalhar em sistemas integrados de mobilidade sustentável, isto é, estamos a trabalhar com câmaras municipais para fornecer uma rede de mobilidade sustentável, como bicicletas e triciclos», explica João Brandão. Os primeiros testes deverão começar em breve, mas a empresa está ainda a preparar uma versão das bicicletas para venda ao público. «O próprio design e conceito é tipo o Porsche das bicicletas – foi desenvolvida para ter um custo de manutenção baixo, tem pneus antifuro, tem jantes de magnésio que não partem, não tem sistema tradicional da correia, não há ali óleo, não há correntes», enumera. Com um preço de 1.500 euros, estas bicicletas, que têm uma bateria com uma autonomia de cerca de 40 km, serão ainda distribuídas na Ásia. «Vamos fazer uma parceria com uma empresa local chinesa para produzir e distribuir a bicicleta na Ásia, essencialmente China e Singapura», adianta o empresário.

Investimentos significativos, que deverão levar a empresa, que exporta diretamente 65% da sua produção e trabalha também para os sectores do calçado, moda, puericultura e têxteis-lar, a atingir um efetivo de 900 pessoas no final do corrente ano e a elevar o volume de negócios acima da barreira dos 100 milhões de euros. «Em 2016 fechámos o ano com 700 pessoas, 91 milhões de euros e com fábricas em três países: Portugal, Roménia e República Checa. Este ano iremos chegar às 900 pessoas e aos 105 a 110 milhões de euros», prevê João Brandão.