Start arrow News arrow Noticias arrow Fornecedores dizem que negócio PSA/Opel tem duas faces
Fornecedores dizem que negócio PSA/Opel tem duas faces PDF Print E-mail

Os fornecedores portugueses da indústria automóvel sublinham as "oportunidades" que a compra da Opel pela PSA pode gerar, mas também alertam para eventuais desvantagens.

in Jornal de Negócios, por André Cabrita-Mendes, 07-03-2017

 

images/stories/pdf2017/2017012617320001as.png

 

Em Portugal, existem várias empresas fornecedoras de peças tanto para os automóveis da PSA como para os da Opel. Analisando este negócio, o sector nacional de componentes considera que o acordo pode ter tanto consequências positivas como negativas para estas companhias.

"Com esta junção, as marcas vão à procura de plataformas comuns, ou seja, para que seja comum aquilo que não é visível para o público em geral: motores, transmissões, sistemas de ar condicionado", disse ao Negócios Adolfo Silva, director da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel de Portugal (AFIA).

"Poderá assim haver oportunidades para as empresas, em que os volumes de vendas podem crescer com esta associação. E haver assim oportunidades de negócio que anteriormente não existiam porque se estava a trabalhar só com uma destas empresas", previu.

Simultaneamente, o responsável também sublinhou que um negócio destes pode ter consequências negativas, pois as empresas automóveis podem deixar de comprar a determinados fornecedores. "É uma moeda de duas faces", declara Adolfo Silva. "Mas há possibilidades para quem já for fornecedor de uma das marcas, se forem competitivos".

As empresas de componentes em Portugal geraram um volume de negócios de nove mil milhões de euros em 2016, com 85% da produção a destinar-se à exportação. Os maiores mercados estrangeiros são Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, com 60% das vendas a terem destino estes países.

"Ao nível da contratação e da compra de componentes, a central de compras já era comum para as duas empresas, aqui não há alterações radicais", concluiu Adolfo Silva.