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STLOG-P - Estratégias Logísticas para a Indústria Automóvel 

O presente projecto visa contribuir para o desenvolvimento da indústria automóvel nacional ao apresentar recomendações com potencial impacto ao longo de toda a cadeia de valor deste sector, bem como junto das entidades públicas com responsabilidade no planeamento e criação de infra-estruturas logísticas de suporte à actividade das empresas.


Objectivos

Considerando que a competitividade de cada interveniente é parcialmente determinada pelo desempenho global da cadeia de valor, é possível subdividir o objectivo principal em três, a saber:

  • O incremento da competitividade das empresas por via da criação de uma envolvente mais favorável à sua actividade através da redução de custos logísticos e pelo desenvolvimento da indústria de montagem em território nacional;
  • A definição de estratégias de logística direccionadas para os diferentes elementos que constituem a cadeia de valor do sector automóvel;
  • A definição de políticas públicas para o sector que promovam o desenvolvimento da indústria em Portugal através da maximização do potencial das empresas já instaladas em território nacional e da captação de novos investimentos.

Acções

  • Caracterização de cenários para o reposicionamenteo da indústria de fornecedores sob a forma de produtores e integradores de módulos e sistemas com base na realidade presente e na evolução prevista para o sector automóvel a nível mundial.
  • Análise da forma como a posição geográfica de Portugal condiciona a gestão logística e opções estratégicas das empresas.
  • Caracterização dos factores associados à actual logística de Portugal que poderão condicionar a instalação de novas OEM's em território nacional.

Outputs

  • Diagnóstico da situação actual da indústria automóvel e de componentes em Portugal, através da análise dos modelos logísticos utlizados pelas empresas.
  • Estudo das tendências internacionais do ponto de vista do impacto sobre a estrutura logística presente e futura do sector automóvel em Portugal.
  • Caracterização de cenários para o reposicionamento da indústria de fornecedores, sob a forma de produtores e integradores de módulos e sistemas.
  • Elaboração de recomendações tendo em vista a estruturação de políticas públicas na área da logística.

Entidades Executoras

  • AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel
  • IN OUT GLOBAL - ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
  • INTELI - Inteligência em Inovação, Centro de Inovação
  • MIT - Massachussettes Institute of Technology (EUA)

CONCLUSÕES

Neste contexto, foi identificado um conjunto de estratégias integradas de produção, montagem e transporte, de que destacaríamos:

  • As vantagens, em termos de custo, de utilizar milk runs e transportes não dedicados. Contudo, no que concerne os milk runs deve existir uma selecção criteriosa dos mesmos de modo a maximizar a utilização dos camiões ao mesmo tempo que se minimiza a distância entre paragens. Por outro lado, a questão da frequência é igualmente crítica. A generalidade dos construtores exige hoje entregas em JIT, o que conduz a um aumento da frequência de entregas. Caso seja essa a situação, o uso de transportes não dedicados torna-se ainda mais crítico. Se não, é essencial utilizar toda a capacidade de carga do camião.
  • A questão da distância pode ser minimizada se as estratégias de logística forem bem definidas. Uma análise pormenorizada da dimensão dos componentes e das montagens é essencial para que isso seja possível. Simultaneamente, é necessário que as vantagens associadas aos factores de produção sejam suficientes de modo a anular as desvantagens decorrentes da maior distância entre fornecedor e construtor. Isto leva-nos a concluir que é essencial que as empresas consigam identificar uma relação clara entre as características dos produtos e as vantagens competitivas de que dispõem.
  • Por último, a selecção dos equipamentos (sobretudo no caso das tecnologias capital-intensivas) de acordo com as características do produto e o bom aproveitamento da capacidade instalada são essenciais tendo em vista a minimização de custos sobretudo no caso dos componentes já que os custos de capital associados aos equipamentos repercutem-se pelas actividades a jusante.